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Melhores Investimentos Financeiros para 2016: Guia Completo

Conheça as oportunidades para 2016 e saiba exatamente onde investir

  • 7 capítulos

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Assim como 2015, o ano de 2016 promete ser marcante para os investimentos financeiros. Ao mesmo tempo em que o caldeirão político e econômico deve continuar gerando ótimas oportunidades de aplicação financeira, o risco continuará no topo da lista de preocupações dos investidores.

Nesse cenário de incerteza, nos propomos a escrever para os leitores nossa visão de quais serão os melhores investimentos de 2016.

Assim como fizemos no final de 2014, quando recomendamos investimento em dólar (alta de +43,17%)1, exposição ao mercado externo (especialmente ações nos EUA), compra de renda fixa pós fixada (melhor opção dentro da classe)2 e também as ações de empresas exportadoras como Fibria (FIBR3 - +74,33%)3 diante de um cenário conturbado que enxergávamos no período pós eleitoral, traçamos neste momento um panorama daquilo que esperamos para os melhores investimentos em 2016 e como entendemos que é a melhor forma de investir neste cenário.

Como cada investidor tem uma história, um objetivo, um perfil, não pretendemos propor uma carteira one size fits all. Nosso objetivo é traçar cenários para os diferentes mercados de forma a ajudar cada investidor a ter a carteira que melhor atende suas expectativas e necessidades.

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Capítulo 1

Melhor Investimento em 2016 na Renda Variável

O ano de 2016 reúne elementos raramente encontrados juntos e indica o que pode ser uma das maiores oportunidades de investimento em renda variável dos últimos 20 anos.

A bolsa brasileira em dólares caiu, entre o pico de Abril de 2011 e Setembro de 2015, impressionantes 72,70%. Entretanto, mais do que uma economia real ruim, essa queda reflete a expectativa que os investidores têm com relação ao futuro do país. Uma vez que a decisão de investir ou não em uma empresa é baseada na percepção que o investidor tem do futuro daquela companhia.

Momento de Mercado Bolsa brasileira: Gráfico mostra a queda que a bolsa vem sofrendo desde o pico de 2011. As empresas brasileiras listadas na bolsa já perderam pouco mais da metade do seu valor de mercado.

↪ E porque consideramos esse cenário favorável para investir em renda variável? Assista o vídeo abaixo e saiba como transformar as incertezas do mercado no melhor investimento de 2016.

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Renda variável em 2016: O ano da Bolsa?

A história dos mercados financeiros já provou inúmeras vezes que consensos têm mais chances de exagerar análises do que acertá-las. Pelo menos tem sido assim desde a crise de 1929.

Quando a economia está pujante, sobra dinheiro e as bolsas operam nas máximas históricas, o consenso manda comprar e frequentemente a bolsa cai (lembram-se de 2007/2008?). Por outro lado, quando tudo está ruim e parece não haver luz no fim do túnel, quando o consenso manda vender, é comum ver mercados iniciarem recuperações históricas (a exemplo do que ocorreu a partir de Novembro de 2008).

Crise de 2008 Crise de 2008: A bolsa caiu cerca de 49%, mas se recuperou forte no ano seguinte. Quem comprou ações na crise, aproveitou a oportunidade e ganhou cerca de 85% em apenas um ano.
Embora esses exemplos ilustrem o que enxergamos, eles são consequência e não a causa de nossa leitura de que há oportunidades interessantíssimas na bolsa brasileira hoje.

Em nossa avaliação, o movimento de correção que se arrasta na bolsa há 6 anos fez com que companhias rentáveis, bem geridas e de futuro promissor ficassem extremamente descontadas. Agora, com o medo aflorando e com investidores ávidos por vender seus papéis, o desconto fica ainda maior.

Os nomes estão por toda parte. Desde blue chips, como o ITAU UNIBANCO (ITUB4), que está em nossas carteiras recomendadas há algum tempo, até papéis que voam abaixo do radar da maioria dos analistas como Ferbasa (FESA4) - também em nossas carteiras. Por isso, consideramos que 2016 é ano de bolsa.

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Value Investing - Longo Prazo

Em linha com a leitura apresentada acima, entendemos que as carteiras cujo perfil indica investimento em renda variável devem focar suas alocações pela premissa do value investing. Com a bolsa negociando descontada como apresentamos, acreditamos que hora de “colocar no carrinho” nomes sólidos e descontados.

O momento econômico do país ainda exige cautela o que se traduz na escolha de mais companhias com forte geração de caixa, dívida saudável e demanda inelástica. Nestes nomes destacamos ITUB4, MPLU3 e CIEL3 como ações com grandes chances de nos trazer alegrias até 2017.

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Volatilidade - Day Trade

Outra tese de investimento na qual apostamos forte em 2016 são as operações de volatilidade. Em um ambiente de grandes solavancos tanto políticos quanto econômicos, no Brasil e no exterior, uma coisa pode-se dizer certa: o mercado será volátil.

Quando o mercado sobe e desce rápido, surgem distorções nas forças de compra e venda que frequentemente geram oportunidades de operações rápidas, os day-trades. Essa estratégia foi responsável por muitas alegrias em 2015 e acreditamos que continuará a desempenhar um papel importante ao longo de 2016.

Day Trade

Mais do que uma boa colaboração para o resultado, as operações de day trade têm a vantagem de terem baixa correlação com a tendência do mercado. Para elas o que importa não é bolsa em alta ou baixa e sim bolsa “nervosa” ou “calma”. Esse perfil ajuda a estratégia a ir bem quando outras vão mal e isso balancea o portfólio que pode ter um alvo maior de rentabilidade para um mesmo nível de risco.

Para quem for entrar neste mercado, alguns pontos são essenciais (e falo isso com conhecimento de causa; estou no mercado há mais de 10 anos):

• Agilidade: Operações que começam e terminam no mesmo dia (muitas vezes na mesma hora) exigem o máximo de agilidade do investidor. O melhor piloto de fórmula 1 não chega ao pódio sem o melhor motor. O mesmo vale para o day trade. Aqui, pilotar a Ferrari dos Home Brokers faz toda a diferença

• Estratégia: No ambiente de volatilidade é preciso ter estratégia para lidar com o vai e vem do mercado. Assim como um bom general não sai atirando a esmo, um bom day-trader não luta com o mercado sem antes analisá-lo. Para operações ágeis, a melhor estratégia em minha opinião é se valer da análise técnica de ações.

• Disciplina: Com operações voláteis e muitas vezes alavancadas, o sangue frio é essencial. Ter manejo de risco para entrar nos trades e utilizar-se do stop loss para encerrá-los ainda que com prejuízo faz a diferença entre vencer no mercado ou ficar pelo caminho.

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Capítulo 2

Exterior: Qual o melhor investimento?

Voltando o foco para fora do Brasil (bons portfólios são globalizados), vemos boas oportunidades no que se chama DM - Developed Markets. Em nossa visão, o processo de QE (injeção de dinheiro) na Europa deve ser benéfico para os mercados de ações europeus que ainda encontram-se bem abaixo dos níveis de seus pares nos EUA e no Japão.

Nos Estados Unidos, também temos visão positiva. Embora a esperada elevação do FED Funds Rate (SELIC norte americana) possa derrubar bolsas no curto prazo, a enxergamos como mais um sinal que a maior economia do mundo está de volta nos trilhos.

Investir nos EUA

Com o petróleo mais baixo, o americano se desendividou e está pronto para consumir, as companhias retomaram boa lucratividade e os múltiplos estão convidativos. Nesse sentido, o lugar cativo dos EUA está garantido em 2016.

Como ganhar dinheiro investindo no exterior?

Para 2016, usaremos estratégias estruturadas para nos expor ao cenário externo. Isso ocorrerá em duas vertentes:

Europa: Capital Protegido

Para exposição a Europa indicamos a alocação via operações estruturadas que forneçam capital protegido e, especialmente, que remunerem a posição do investidor em moeda local (real). Essa combinação reduz o risco da estratégia e afasta uma possível exposição ao Euro que, como reflexo da expansão monetária do Banco Central Europeu (BCE), pode se desvalorizar.

Notas de Euro

Recentemente, a XP Investimentos lançou o fundo XP CAPITAL PROTEGIDO XI FIM que atende às premissas que buscamos para esta estratégia. Atualmente, este fundo específico está fechado, mas novas operações desta natureza têm surgido com frequência.

EUA: Operação sintetizada em Bolsa

Para exposição nos EUA, optamos por repetir a receita que vem funcionando bem desde o final de 2014. A operação estruturada em S&P 500 envolve a compra de um contrato futuro atrelado a este índice e de letras financeiras do tesouro (Tesouro Selic) como garantia.

Com a combinação destes ativos, o investidor recebe ou perde tudo aquilo que o mercado norte americano subir ou cair e, além disso, recebe a taxa de juros brasileira. A grande diferença para 2016 é que indicaremos a operação sem a compra combinada de dólar por entender que a moeda norte americana já esgotou boa parte de seu potencial de valorização.

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Capítulo 3

Moeda: O melhor investimento em 2016?

Ao contrário do que ocorreu em 2015, não entendemos que o dólar continuará sendo a estrela da festa em 2016.

Em nossa leitura, a moeda americana dificilmente passará dos R$ 4,00 ainda que haja elevação de juros nos EUA e agravamento moderado da crise interna.

Neste sentido, o carrego (custo de não ganhar os juros brasileiros por comprar dólar) deve tornar o dólar uma opção menos interessante do que foi em 2015.

Dólar

Saímos do ano satisfeitos com a alegria que a moeda norte americana nos deu desde o fim das eleições, mas sem carregar exposição tática na classe cambial para 2016.

↪ Nota: O dólar deve continuar sendo um ótimo mecanismo para hedge e para operações especulativas de curto prazo. Nestas duas vertentes, continuaremos a utilizar este instrumento em nossas carteiras.

Capítulo 4

Melhor Investimento em 2016 na Renda Fixa

Para 2016, entendemos que a renda fixa ainda terá seu lugar ao sol e continuará sendo um dos melhores investimentos financeiros disponíveis.

Renda Fixa

No Brasil, ainda temos um cenário sui generis, único no mundo, de juros sistematicamente altos o que permite que a renda fixa fique no topo das melhores aplicações com certa frequência. Como analistas de investimento, é nosso papel indicar a melhor forma de se aproveitar dessa característica.

Em 2016, ao contrário do que fizemos em 2015, avaliamos que é o momento para ter um mix mais diversificado na renda fixa. É hora de sair do 100% pós fixado e passar a tomar algum risco.

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Capítulo 5

Por dentro da Renda Fixa: Em que investir e como?

Confira os melhores investimentos em 2016 na Renda Fixa e saiba quais são as possibilidades e como investir.

Pós Fixado

A renda fixa chamada de pós fixada é aquela cuja rentabilidade é pactuada em função de um índice de mercado, geralmente SELIC ou CDI. O resultado do investimento neste tipo de produto depende diretamente do desempenho deste indicador de referência. No grupo da renda fixa, este é o investimento mais seguro.

Em 2016, avaliamos que a renda fixa pós fixada será a melhor opção de investimento para:

↪ Recurso de Liquidez: Para aquele dinheiro que você pode precisar a sacar a qualquer momento ou que sabe que vai precisar em curto espaço de tempo, esse grupo de ativos é a opção mais adequada. Mesmo que não queira ou planeje nenhum resgate nos próximos meses, é sempre bom ter entre 3 e 6 vezes seu gasto mensal neste tipo de reserva para se preparar para o imprevisível.

Se quiser uma dica de boa alternativa de investimento com liquidez diária e baixo risco indicamos que avalie o fundo Porto Seguro FI Referenciado DI Crédito Privado4 ou o BTG Pactual Yield DI FI Referenciado Crédito Privado5.

Rentabilidade Acumuluada Imagem extraída em 08/09/2015 do material de divulgação apresentado pelo administrador do fundo.

↪ Alocação de médio e longo prazo: É claro que ninguém vai ter a melhor rentabilidade possível (e nem precisaria estar lendo este relatório) investindo somente em fundos DI. Eles são importantes para gestão de liquidez, mas raramente são a melhor opção para a maior parte de uma carteira.

Para a parcela dos recursos de renda fixa que não tem expectativa de saque imediato há como investir melhor. Para 2016, mantemos nosso call de alocação em renda fixa crédito privado financeiro pós fixado. Veja como e porque nos próximos tópicos.

Fundos de Renda Fixa

Fundos de renda fixa não são exatamente nossa “maior pedida” para 2016. O motivo é simples:

A economia real do Brasil vai mal. Quando as coisas vão mal, falta dinheiro. Quando falta dinheiro, empréstimos deixam de ser honrados e nessa hora o que era investimento vira prejuízo.

Como a maior parte dos fundos de renda fixa com retornos atrativos tem exposição a setores enfraquecidos da economia e carrega dívidas que muitas vezes têm pouca ou nenhuma estrutura de garantia, não nos sentimos confortáveis em indicar indiscriminadamente este tipo de aplicação. Como toda regra, há exceção. Entretanto, entendemos que o momento é mais propício para outras aplicações.

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CDB

Os CDB certamente são nosso carro chefe na alocação de renda fixa para 2016. Gostamos deste investimento, pois para prazo de até 2 anos há alternativas de aplicação acessíveis e extremamente rentáveis.

CDB O CDB, ou Certificado de Depósito Bancário, é um empréstimo que você realiza para o banco com o objetivo de ser remunerado pela taxa de juros por depósito.

Além do atrativo da rentabilidade, temos a segurança fornecida pelo FGC - Fundo Garantidor de Créditos. Com esse mecanismo de proteção que funciona como um seguro, toda aplicação em CDB é garantida em caso de quebra do banco até o limite de R$ 250.000,00 por CPF.

Ou seja, até este valor, um CDB de um banco de pequeno porte é tão seguro quanto a poupança e pode render duas vezes mais.

Ainda que acreditemos que a taxa de juros venha a cair em 2016 (falaremos mais disso adiante) 117% do CDI6 ainda ficará no grupo do “melhor investimento hoje”. Por isso, esse é um ativo que indicamos para carteira. Outro ponto que entendemos que conta a favor da opção pelo CDB vem de Brasília, tem nome e sobrenome: Joaquim Levy. (ou, pelo menos, contava a favor até 21/12/2015 quando Nelson Barbosa tomou posse com os mesmos desafios de seu antecessor e um pouco menos de confiança do mercado).

Com a necessidade de ajuste fiscal cada vez mais forte, o governo vai ter de aumentar a receita e uma das formas mais usuais de fazer isso é revogar isenções de impostos.

Ministro Nelson Barbosa Nelson Barbosa: Ministro da Fazenda terá de revogar isenções de impostos para buscar alternativas de aumentar a receita. (atualizado com a mudança de ministro em 21/12/2015).

No mercado financeiro, isso coloca em risco especialmente as LCI e LCA que atualmente fogem da mordida do Imposto de Renda. Como o CDB não tem nenhum incentivo fiscal, por hora, ele está escondido do fisco. Para quem já investe em renda variável (se você ainda não investe, pode aprender aqui como investir na bolsa de valores) ou tem apetite para risco o CDB marca mais um ponto. Ele é aceito como garantia em operações no mercado futuro e de day trade.

Dessa forma, o dinheiro do investidor rende duas vezes. Uma, quando está na renda fixa. Outra, quando está alocado em estratégias de renda variável. É como ter um cheque especial sem juros para usar. Antes, isso era privilégio de grandes fundos e investidores institucionais. Hoje, pelo contrário, está ao alcance de todos.

LCI e LCA

Os investimentos nessas famosas letras ainda não são os que “fazem nossa cabeça”. Embora seja inegável a vantagem da não incidência do imposto de renda, acreditamos que esse jogo pode mudar. 95% do CDI pode ser uma ótima aplicação financeira se o ganho for líquido; já se sofrer tributação, 95% não vai parecer tanto assim.

Além do risco de insegurança jurídica quanto ao tratamento tributário destes produtos, temos observado que as taxas pagas por eles são iguais ou até mesmo piores que as taxas líquidas pagas pelos melhores CDB.

Melhores Investimentos em 2016

Sem rendimento que salte aos olhos e com um marco tributário estabelecido sobre a areia, LCI e LCA ficam excluídas de nossa carteira (claro, respeitadas as exceções que se revelam verdadeiras oportunidades).

Tesouro Pós Fixado

As aplicações em tesouro direto pós fixado ou Tesouro SELIC são uma alternativa para quem não tem capital suficiente para atingir os mínimos exigidos pelos CDB mais atrativos (e que rendem mais que este título público). Com R$ 100,00 é possível começar a investir no Tesouro e já sair em grande vantagem frente à poupança.

Letras de Câmbio

As letras de câmbio são títulos muito similares aos CDB. Pagam bem, têm proteção do FGC e há boas opções para prazos de até 2 anos. Para quem vai extrapolar o limite de R$ 250.000,00 em alguns CDB e para os investidores que não pretendem realizar nenhum tipo de operação em renda variável (LC não servem de garantia), estas Letras são uma boa alternativa de investimento.

Inflação

Praticamente excluída de nossa carteira em 2015, a renda fixa inflação volta para nossa lista de melhores investimentos em 2016 com força total. Após um ciclo de aperto monetário forte que trouxe a taxa Selic para 14,25% ao ano em Julho/15, entendemos que o processo de elevação de juros está próximo do fim.

Inflação

Com a economia entrando no segundo ano seguido de recessão7 e com o efeito da explosão de alta nos preços administrados se dissipando, acreditamos que os índices de preços venham a perder força e abram espaço para redução nas taxas de juros reais praticadas no Brasil.

A partir desta leitura, parece uma boa alternativa investir agora em papéis que pagam IPCA + Juros %. Abaixo, destacamos algumas opções que nos parecem muito interessantes.

Tesouro IPCA+ 2019

Este título público paga IPCA + 7,55% a.a.8 e tem um prazo médio de duração (duration) curto o que reduz o risco que o investidor corre caso nossa análise esteja errada.

Consideramos que esta taxa real tem grandes chances de ser arbitrada, especialmente por avaliar que este patamar é um nível de juros alto o suficiente para ser chamado de recessivo. Se achamos que a taxa vai cair, o melhor investimento hoje é comprar títulos com esta estrutura de remuneração como o Tesouro IPCA+ 2019.

Tesouro IPCA

Embora não seja o campeão de rentabilidade, o Tesouro IPCA+ entra em nossa carteira por ter boa liquidez, baixa aplicação mínima exigida e por servir de garantia nas operações de renda variável que podem turbinar sua renda fixa.

Debêntures Incentivadas

Outra opção que tem lugar em nossa seleção para onde investir em 2016 são as debêntures incentivadas. Estas debêntures são títulos de renda fixa de médio e longo prazo, emitidos por companhias que investirão em projetos de infraestrutura.

Do ponto de vista da remuneração, elas se assemelham muito aos títulos do Tesouro que comentamos, mas têm o benefício da isenção de imposto. Aqui, ao contrário das LCA e LCI, temos maior confiança na manutenção do incentivo: primeiro, porque o governo sabe que temos um gap enorme em infraestrutura e não parece uma boa ideia matar o pouco investimento de base que temos; segundo e mais pragmático, porque o potencial de arrecadação é muito maior nas letras do que nas debêntures.

Para escolher as melhores debêntures é importante olhar não só para a remuneração, mas principalmente para o risco de crédito (calote).

Gostamos de dívida com prazo médio até 5 anos, boa avaliação por agências de risco e emitidas por companhias com sólida geração de caixa operacional. Um bom exemplo de um papel que atende a essas premissas e que tem investimento mínimo baixo (aprox. R$ 1.000,00) é a APAR16. Esta debênture da Alupar paga IPCA + 7,18% a.a. , é isenta de imposto de renda e vence em 2021.

Considerando a aplicação real9 de um cliente que acompanhei e que foi realizada através da Evo Investimentos (agente autônomo da corretora XP), esperamos alcançar rentabilidade equivalente a 124,45% do CDI10.

Debentures: Aplicação Real

Pré Fixado

Em 2015, os papéis pré fixados não foram nossa opção de resposta para “qual a melhor aplicação financeira?”. Embora vejamos esses papéis com melhores olhos em 2016, ainda entendemos que é prudente ter baixa exposição a estes investimentos.

Essa tese de investimento reflete nossa leitura de que, apesar de entendermos que os juros devem ceder em 2016 (o que é ótimo para os pré fixados), há espaço para agravamento do cenário econômico externo que pode levar o país a ser forçado a subir juros para manter capital estrangeiro no país.

Nesse cenário de stress, esse tipo de aplicação seria muito penalizado e, por isso, o indicamos somente para investidores com alto apetite para risco e, ainda assim, em pequenos percentuais do portfólio.

Capítulo 6

Melhores Fundos Imobiliários para 2016

Encerrando o nosso relatório sobre os melhores investimentos financeiros de 2016, não poderíamos deixar de mencionar os fundos de investimento imobiliários. Para o cenário traçado para 2016, entendemos que há boas alternativas de FII - Fundos de Investimento Imobiliário de Renda.

Momento de Mercado

Estes ativos se assemelham a títulos de renda fixa com pagamento de cupom (embora sejam tão voláteis quanto ações e tenham suas cotas negociadas em bolsa de valores). Nesse sentido, as alternativas com solidez contratual, bons inquilinos e prazos de contrato longo abrem nossos olhos. Nomes para os quais indicamos atenção: TRXL11, SAAG11 e BBPO11.

Para quem quer um guia (eficiente, ainda que um pouco trabalhoso) para escolher os melhores fundos imobiliários de renda, separei cinco pontos que sempre avalio antes de investir:

1- Liquidez

Fundos de investimento imobiliário cuja baixa liquidez em bolsa ou mercado de balcão organizado possa representar risco de oscilações abruptas de cotação são considerados especialmente arriscados. Por isso, atente-se ao volume médio de um ativo antes de investir.

2- Inquilino(s)

A segurança em relação aos pagamentos dos aluguéis tem profundas semelhanças com a segurança em relação ao recebimento de títulos de crédito como notas promissórias ou debêntures.

Dessa forma, aplicamos aos inquilinos dos imóveis de propriedades dos FII os mesmos critérios aplicáveis à seleção de emissores de títulos de renda fixa, como forma de mitigar o risco de inadimplência das verbas locatícias. Ainda, em função dos empecilhos legais ao despejo, reprovamos os fundos cujos inquilinos sejam instituições regulares de ensino como escolas ou universidades e aqueles cujos imóveis sejam locados para hospitais.

Inquilino

Na mesma linha, em vista das restrições legais à execução de obrigações contra a Fazenda Pública, avaliamos com cautela redobrada veículos cujos inquilinos sejam entidades da Administração Direta (União, Estados, Municípios e o DF) e as entidades da administração pública indireta autárquica ou fundacional.

Cabe salientar que empresas públicas ou sociedades de economia mista que operem em regime de concorrência com particulares (caso do Banco do Brasil, por exemplo) não se incluem nessa regra, tendo em vista que a elas se aplica o regime jurídico próprio das empresas privadas nos termos do Art. 173, § 1º, inciso II da Constituição de 1988.

3- Cláusula Revisional

A Lei de Locação de Imóveis Urbanos permite que tanto o proprietário do imóvel quanto seu inquilo discutam o valor acordado para os alugueis em juízo. Avaliamos este risco como de difícil mensuração e alto potencial de impacto no desempenho do fundo (em que pese o fato de a revisão beneficiar o cotista, caso a ação seja proposta pelo administrador do fundo). Por essa razão, consideramos o afastamento da possibilidade de propositura de ação revisional fator de grande relevância para aprovação de FII.

4- Prazo contratual

O pagamento de renda do FII somente pode ser esperado durante o prazo de vigência dos contratos de locação dos imóveis de sua carteira. Dessa forma, recomendamos prazos mínimos de vigência residual dos contratos para aprovação de FII.

Esses prazos podem flutuar conforme as condições de mercado, notadamente no que se refere às opções alternativas de investimentos geradores de renda.

Localização dos imóveis

Quanto da aplicação nos FII de Renda, o valor do principal reflete a avaliação de seus imóveis. Neste sentido, é de suma importância que tais imóveis tenham expectativa de manutenção ou apreciação de seu valor venal para mitigação do risco do investimento.

Entendemos como maneira mais adequada de perseguir essas características a escolha de veículos cujos imóveis estejam situados em áreas urbanas desenvolvidas em detrimento de veículos cujos imóveis situem-se em áreas rurais ou não desenvolvidas (caso frequente de galpões e armazéns logísticos).

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Capítulo 7

O Brasil em 2016: O que pode mudar os melhores investimentos?

Política

O cenário considerado quando elaboramos o guia onde investir em 2016 é de um ambiente político instável, porém institucionalmente sólido. Acreditamos na continuidade de uma relação conflituosa entre Planalto e Executivo com prováveis reflexos na aprovação de pacotes de ajustes fiscais de receita (mais tributos) e despesas (os “cortes na carne”).

Instabilidade Política Instabilidade Política: Manifestantes pedem impeachment da presidente Dilma em manifestação em São Paulo, no dia 16/09/15.

A hipótese de abreviação do mandato da presidente é vista como possível, porém como improvável por nossa equipe. Caso esse risco se materialize, esperamos aumento da volatilidade das ações, desvalorização cambial e alta de juros o que pode sugerir mudanças na composição de nossa carteira.

Grau de Investimento

Diante da incapacidade do governo de promover reformas estruturais, da queda dos preços da commodities que afetam setores chave da economia e do ambiente político vulnerável, entendemos que é grande a chance do Brasil perder o grau de investimento (por pelo menos duas das três grandes agências de rating). Em nossa leitura, os níveis de preços atuais dos ativos de renda fixa e variável já reflete uma probabilidade muito elevada de que esse cenário se materialize.

Grau de Investimento

De acordo com a Bloomberg, no final de Agosto era igualmente caro realizar um CDS (Credit Default Swap - um seguro contra calote) da dívida brasileira ou da dívida soberana Russa.

Atuação do FED

Depois de anos de política monetária expansionista, acreditamos que o Banco Central americano deve elevar as taxas de juros de forma lenta e progressiva entre o final de 2015 e 2016. Na elaboração das indicações de onde investir em 2016, consideramos como risco uma escalada mais rápida dos juros o que pode ampliar a desvalorização do real e sugerir rebalanceamento em nossas recomendações.

FED crise no brasil

Apesar de reconhecer este risco, as Fed Minutes (equivalentes às nossas atas do COPOM) e a recente turbulência na China nos levam a acreditar que é baixa a probabilidade de uma escalada vertiginosa nos juros norte americanos e, assim, ficamos confortáveis com as opções que indicamos como sendo a melhor aplicação financeira.

Ajuste Fiscal e Dívida Pública

O cenário base que utilizamos considera que o país terá déficit em 2015 e ficará com as contas equilibradas (sem déficit ou superávit) em 2016. Esse cenário pressupõe aumento na dívida pública do país em relação ao PIB, cenário que já entendemos precificado assim como o possível (provável) downgrade do Brasil.

Dívida Pública

Embora essa situação gere prejuízos irreversíveis se mantida no longo prazo, avaliamos que os impactos para 2016 foram considerados no momento de avaliar em que investir no ano de 2016.

Recessão

Avaliamos que 2016 será o segundo ano de recessão seguida para o país e consideramos adequada a previsão de -0,50% para o PIB/16 veiculada pelo Boletim Focus de 04/09/2015 do Banco Central.

Recessão

Esse cenário, deve ampliar o crescimento do desemprego e a perda do poder de consumo do brasileiro médio, o que tende a reduzir a pressão sobre os preços (inflação) e, ao lado de um câmbio com ritmo de desvalorização menos intenso, pode abrir espaço para afrouxamento dos juros beneficiando os investimentos financeiros comentados acima.

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Márcio Placedino
Autor

Marcio Placedino

Marcio Placedino atua no mercado de ações há 8 anos e é membro da equipe do Toro Radar desde 2010, onde atua como instrutor de cursos e palestras sobre diversos temas na área de investimentos e como analista. É Administrador de empresas no IBMEC de Minas Gerais e Advogado formado na Universidade Federal de Minas Gerais. Possui a certificação de Planejador Financeiro CFP® - Certified Financial Planner, é Consultor de Valores Mobiliários registrado na CVM e Analista CNPI-T registrado na APIMEC.

Notas

1. Dólar PTAX, de 31/12/2014 a 08/09/2015 , fonte www.bcb.gov.br.

2. De 31/12/2014 a 08/09/2015, a SELIC teve rendimento superior aos índices ANBIMA de títulos atrelados à inflação e pré fixados, com duration menor e maior que 5 anos.

3. De 31/12/2014 a 08/09/2015, incluindo proventos.

4. CNPJ: 18.719.154/0001-01

5. CNPJ: 84.001.1/0001-80

6. Taxa paga pelo Banco Indusval, para 24 meses, sem liquidez, aplicação mín. de R$ 30 mil em 08/09/2015.

7. Conforme projeção do relatório focus de 04/09/2015 disponível em bcb.gov.br.

8. Conforme dados da Secretaria do Tesouro Nacional, em 08/09/2015.

9. O cliente autorizou a divulgação dos dados.

10. Considerando CDI de 13,06% e IPCA de 5,58%. Projeções do boletim Focus de 04/09/2015 para 2016