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Circuit Breaker na Bovespa e entenda seu significado

O que é circuit breaker na bovespa? Entenda o significado e históricoO Circuit Breaker é acionado quando ocorre oscilações atípicas e negativas no mercado de ações.

Em maio de 2017, foi muito escutado nos telejornais brasileiros a expressão circuit breaker. Este mecanismo foi criado a anos atrás e é extremamente importante para a proteção da economia financeira. Afim de esclarecer as suas dúvidas, reunimos neste artigo todas as informações sobre o circuit breaker.

O que é Circuit Breaker?

O circuit breaker é uma ferramenta de segurança utilizada para interromper todas as operações da Bovespa. Ela é disparada quando ocorrem fortes quedas atípicas nos preços das ações.

A interrupção de todas as operações com o circuit breaker serve para proteger e amortecer a oscilação excessiva no mercado. Com esta pausa, é esperado que ocorra um balanceamento entre a compra e a venda de ativos, evitando uma nova queda, ainda mais brusca.

Como funciona o Circuit Breaker no Brasil?

As regras para o Circuit Breaker na Bovespa são bastante simples. Você vai precisar entender o processo da paralisação na Bolsa de Valores e compreender a sequência percentual - porcentagem de queda para negociações ficarem suspensas.

    • Queda de 10%: 
      Quando o Ibovespa (índice principal da Bolsa de Valores brasileira) apresenta uma queda de mais de 10% sobre o índice de fechamento do pregão anterior, então o primeiro
      circuit breaker é acionado. Com ele, todas as atividades são interrompidas por 30 minutos.

    • Queda de 15%:
      Após finalizados os 30 minutos de pausa, as operações são reabertas. Caso o Ibovespa continue caindo, chegando numa queda acumulada de 15%, então ocorrerá uma nova interrupção nas negociações, neste caso por mais 1 hora.

    • Queda de 20%:
      Após a pausa de 1 hora, novamente ocorre a reabertura nas operações da Bolsa. Entretanto, caso o Ibovespa caía 20% em relação ao fechamento anterior, a Bovespa definirá o prazo em que as operações ficarão suspensas.

Vale ressaltar que essas regras do circuit breaker não são aplicadas na última meia hora de funcionamento do pregão. Além disso, caso ocorra uma paralisação na última hora das operações deste dia, então, quando ocorrer a reabertura do mercado, é possível realizar apenas uma nova prorrogação de no máximo 30 minutos.

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A última ativação do Circuit Breaker
na Bovespa

Circuit Breaker Bovespa 2017Após o escândalo envolvendo a empresa JBS, a BM&F Bovespa precisou acionar o circuit breaker em maio de 2017.


Na manhã do dia 18 de maio de 2017, a notícia que o dono da JBS, Joesley Batista, fez uma gravação comprometedora do presidente da república, Michel Temer, ocasionou um forte movimento negativo na bolsa brasileira, acarretando na interrupção de 30 minutos nos negócios da Bovespa.

Antes do mecanismo de circuit breaker ter sido acionado, muitas ações tiveram quedas assustadora. Uma das empresas que mais foi comprometida foi a Companhia Energética de Minas Gerais (CMIG4), com 41%.

Somando a toda esta situação caótica, foi noticiada a prisão do ex-diretor da companhia, Frederico Pacheco de Medeiros. Ele foi mencionado como o responsável pelo envio de R$ 2 milhões da JBS para o senador Aécio Neves.

Outras ações também tiveram um baixo desempenho no dia do circuit breaker:

  • As ações da Eletrobras (ELET3) caíram mais de 21%;
  • Já as da JBS (JBSS3) registraram uma queda de 9%;
  • As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) tiveram uma queda de mais de 11%;
  • Enquanto suas ações preferenciais (PETR4) sofreram uma queda de mais de 15%.

A história do Circuit Breaker no Brasil

O circuit breaker teve o seu acionamento na Bolsa de Valores em várias situações inesperadas no mercado.

Histórico do Circuit Breaker na Bovespa
Ano Fator Histórico
1997 A crise asiática
1998 A crise russa
1999 O câmbio flutuante
2008 A crise do subprime nos EUA
2017 Delação da JBS no Brasil

Este mecanismo pode ser acionado novamente caso alguma situação atípica aconteça no mercado. Por isso, é fundamental entender que o investidor não precisa ‘entrar em pânico’, até porque, nessas ocasiões o melhor é manter a calma e agir com cautela.

Veja a seguir o cenário que ocasionou as outras 16 paralisações na Bolsa de Valores de São Paulo:

A crise financeira de 2008

Circuit Breaker 2008 - Crise nas instituições financeiras O Circuit Breaker em 2008 foi ocasionado pela falência das instituições financeiras nos EUA e na Europa.

Em 2008, os bancos dos Estados Unidos aceitaram emprestar dinheiro para muitas pessoas que não possuíam soluções para quitar esta dívida. Estes empréstimos foram conhecidos como subprime (de segunda linha).

Os bancos criaram vários pacotes com essas dívidas e foram caracterizados como CDO, ou seja, Obrigações de Dívida com Garantia. Eles foram vendidos para vários investidores do mundo e eram levados a acreditar que estavam fazendo um bom negócio, devido seus juros elevados.

Os investidores receberiam o dinheiro com os juros assim que os norte-americanos pagassem os empréstimos, porém, isso não aconteceu.

O auge desta crise aconteceu no dia 15 de Setembro de 2008. Nele, o banco Lehman Brothers - considerado o quarto maior banco dos Estados Unidos - declarou publicamente a sua falência. Os próximos 4 dias foram intensos porque muitas das mais importantes Bolsa de Valores do mundo sentiram com a crise dos Estados Unidos.

O prejuízo chegou a um total de US$4 trilhões.

Esta situação nos EUA impactou negativamente a economia brasileira, uma vez que nossa economia é extremamente dependente desse grande agente. Além do mais, existiam uma parcela de investidores estrangeiros que tinham ações na Bovespa e também em outras Bolsas mundiais.

Como as ações tiveram uma queda “lá fora”, muitos investidores precisaram vender suas aplicações financeiras na Bovespa para tentar cobrir o prejuízo no exterior.

Essa inquietação na nossa Bolsa fez o circuit breaker em 2008 ser ativado 6 vezes no Brasil.

  • 29 de setembro de 2008 ;
  • 06 de outubro de 2008;
  • 06 de outubro de 2008;
  • 10 de outubro de 2008;
  • 15 de outubro de 2008;
  • 22 de outubro de 2008.

A desvalorização do Real em 1999

Circuit Breaker 1999 e a desvalorização do RealA desvalorização do real ocorreu no Brasil em 1999, quando o Banco Central resolveu mudar o regime cambial nacional. 

No final da década de noventa, ocorreu uma forte queda do valor da nossa moeda por uma mudança no regime cambial nacional. Anteriormente, nosso sistema estava sob os moldes das Bandas Cambiais, a partir desse momento, o Banco Central adotou o regime de câmbio flutuante - que se caracteriza com a flutuação do valor das moedas estrangeiras de acordo com a oferta e demanda no mercado.

Você sabe o que é Banda Cambial? A Banda Cambial é um limite determinado pelo Governo para a flutuação do real frente ao dólar. Ela foi criada em março de 1995 pelo Banco Central do Brasil (BC) na implantação do Plano Real. O seu objetivo era conseguir controlar a entrada de recursos externos no Brasil.

O Plano Real foi uma grande aposta para o controle da inflação, porém, os seus resultados a longo prazo não foram tão satisfatórios assim. Como o país privatizou quase tudo que possuía para sustentar a paridade cambial, a mudança acabou acarretando em uma forte crise econômica.

Nesta época, o Brasil também sofria com o reflexo da crise russa. Toda esta agitação econômica contribuiu com a escassez do crédito internacional para países emergentes e, além disso, o Brasil não conseguia fazer com que o dólar ficasse atrativo para a economia.

Então, o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, começou a negociar dólares no mercado futuro. Esta atividade disfarçou a quantidade real de dólares disponíveis nos nossos cofres.

Esta situação contribuiu para a queda brusca no preço das ações e assim, o circuit breaker foi acionado duas vezes no Brasil, naquele ano:

  • 13 de janeiro de 1999;
  • 14 de janeiro de 1999.

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Os efeitos da crise russa no Brasil em 1998

Circuit Breaker 1998 e a crise russaA crise russa influenciou negativamente a economia no Brasil, ocasionando a paralização no mercado acionário por 5 vezes.

A Rússia viveu um momento de altas taxas de endividamento, desemprego e inflação. Era evidente o seu baixo crescimento econômico e a situação precária de suas contas.

O país vivenciou esta tensão devido às consequências da crise asiática de 1997.Com um prejuízo acumulado em aproximadamente US$80 bilhões, a Rússia decretou moratória das suas dívidas externas, ou seja, como o país não conseguia dinheiro para pagar seus encargos, foi pedido um atraso ou suspensão desse pagamento.

Além disso, ela não tinha condição para pagar dívidas internas, pagamento de salários públicos, militares e manter serviços estatais.

Em Setembro de 1998, a crise financeira da Rússia chegou em seu ápice e muitos países foram afetados, inclusive o Brasil. O seu efeito foi devastador e ao final daquele mês, foi apontada uma perda de US$30 bilhões em nossas contas e um registro de 5 circuit breakers:

  • 21 de agosto de 1998;
  • 04 de setembro de 1998;
  • 10 de setembro de 1998;
  • 10 de setembro de 1998;
  • 17 de setembro de 1998.

O reflexo da crise financeira asiática para o Brasil em 1997

Circuit Breaker 1997 e a crise asiática A crise financeira asiática também ficou conhecida como crise monetária do sudeste asiático.

A crise iniciou no continente asiático, mais especificamente, na Tailândia, na Malásia, nas Filipinas e na Coreia do Sul. Ela proporcionou uma queda catastrófica na economia local e um grande impacto no resto do mundo.

O enfraquecimento da moeda tailandesa, o Thai Baht, foi o ponto inicial desta crise. O governo local decidiu tornar o câmbio flutuante e, com isso, a Tailândia obteve uma enorme dívida externa dificilmente reversível.

Com a piora na situação, a crise se espalhou para o Sudeste Asiático, inclusive para o Japão, ocorrendo uma desvalorização geral no mercado de ações.

Em outubro de 1997, a Bolsa de Valores de Hong Kong - considerada uma das maiores em movimentação de papéis - registrou uma queda de 10,4%, conseguindo derrubar várias outras Bolsa de Valores pelo mundo.

Muitos investidores, que acompanhavam os prejuízos do continente asiático, resolveram vender os papéis em seus respectivos mercados, para fechar o dia com menores prejuízos. A grande oferta de ações resultou em uma grande desvalorização de seus preços e, consequentemente, dos índices das Bovespa.

Neste período turbulento, o circuit breaker foi acionado pela primeira vez na Bovespa, contabilizando 3 paralisações em dias distintos: 

  • 27 de outubro de 1997;
  • 07 de novembro de 1997;
  • 12 de novembro de 1997.

Você pode não estar acostumado com o mercado cheio de oscilações e sim, a insegurança dificulta todo esse processo. Porém, utilizando esta movimentação do mercado ao seu favor, em muitos casos, eventos como esses podem se tornar boas oportunidades de investimento.

Para definir quais ações comprar e quando vendê-las, procure ajuda de pessoas experientes e qualificadas no mercado. O Toro Radar possui uma equipe de analistas que estão dispostos em tirar todas as suas dúvidas e te ajudar a tornar as suas operações mais seguras.

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