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Há um ditado popular que diz que no Brasil “o ano só começa depois do carnaval”. Embora essa afirmação esteja longe de ser uma verdade absoluta, alguns órgãos públicos exigem o cumprimento de algumas obrigações após a tão aguardada festa carnavalesca. É o caso da Receita Federal, que há muitos anos estipula o início do prazo para a declaração do Imposto de Renda logo após o recesso festivo.

Com a data se aproximando, é normal que surjam alguns questionamentos a respeito do assunto. Pensando nisso, elaboramos este post com tudo que você precisa saber para declarar o Imposto de Renda 2019.

Como declarar o Imposto de Renda - passo a passo

Saber como declarar o Imposto de Renda da forma correta pode ser uma prática desafiadora para alguns contribuintes. Então, para tornar a declaração do IRPF 2019 uma tarefa simples, confira o passo a passo a seguir:

1. Reunir documentos e comprovantes para a declaração do IRPF 2019

A documentação é a primeira (e mais trabalhosa) parte da declaração. Antes de começá-la, será necessário separar todos os documentos exigidos.

Você vai precisar dos informes de rendimentos recebidos da empresa onde trabalha, além dos relatórios de instituições financeiras, incluindo bancos e corretoras, onde possui aplicações e investimentos e também dos recibos para outras rendas extras obtidas no ano de 2018.

2. Fazer o download do programa do IRPF no site da Receita Federal

Após reunir toda a documentação necessária, o próximo passo é fazer o download do gerador da declaração do Imposto de Renda 2019 (DIRPF).

A instalação do programa é extremamente simples, basta seguir as orientações do próprio instalador.

3. Clicar em nova declaração após iniciar o programa da Receita Federal.

Ao abrir o programa DIRPF 2019, o programa vai oferecer duas opções de acesso: declaração e retificação.

É importante frisar que a opção correta é a primeira - declaração, uma vez que a retificação só funciona para quem já tem uma declaração pronta e pretende fazer alguma correção nas informações já enviadas à Receita.

4. Preencher os dados cadastrais

A parte de preenchimento dos dados cadastrais é simples. Primeiro você deverá inserir seus dados pessoais, tais como endereço e CPF. Além disso, também será necessário preencher o número do recibo da declaração entregue em 2018 (caso exista), o número do título eleitoral e a sua ocupação profissional.

5. Informar os rendimentos

A declaração dos rendimentos é uma das partes mais importantes do processo da DIRPF 2019. É essencial preenchê-la da forma correta, caso contrário você correrá sérios riscos de cair na tão temida malha fina.

Nessa etapa, serão necessários alguns documentos, os mesmos reunidos anteriormente. Você deverá ter em mãos o informe da sua empresa, do seu banco, da sua corretora e declarar os seus rendimentos de 2018.

No programa, haverá uma aba denominada "Rendimentos tributáveis recebidos de PJ pelo Titular", onde deverão ser informadas todas as fontes pagadoras que originaram todos os valores recebidos por você no ano passado. Por exemplo, se você trabalha com carteira assinada, é nesta aba que deve inserir os valores recebidos como salário no ano passado.

Caso você tenha algum rendimento que possui isenção de IR, como bolsas de estudo ou lucros obtidos na caderneta de poupança, estes deverão ser informados na ficha específica de rendimentos isentos.

Quem possui investimentos em outras aplicações financeiras, deverá informar os rendimentos na ficha "Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva".

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6. Listar os bens e direitos

No caso dos bens e direitos, entram na declaração itens como os saldos de suas contas correntes, imóveis, carros, investimentos ainda em curso e outros bens. O valor a ser declarado deve ter como base duas datas: os dias 31 de dezembro de 2017 e 2018.

Vale lembrar que as aquisições ou vendas realizadas a partir do dia 1 de janeiro de 2019 não devem ser informadas na declaração do Imposto de Renda referente a 2018. Além disso, a Receita Federal não utiliza o valor de mercado dos bens. Para serem declarados, o valor informado deve ser exatamente o mesmo do gasto na hora da compra ou venda do bem, sem atualizações monetárias.

7. Lançar os pagamentos efetuados

Ao longo do ano-calendário, é bem provável que você tenha tido várias despesas que possam ser comprovadas e deduzidas do IR. Algumas delas, como os gastos com convênio de saúde ou as mensalidades da escola dos filhos, devem ser lançadas na aba de “pagamentos efetuados”.

É importante lembrar que os dados das instituições recebedoras também devem constar na declaração. Portanto, você deverá informar os CNPJs das instituições ou os CPFs dos profissionais que receberam a quantia paga por você.

8. Verificar pendências

Após preencher toda a DIRPF 2019, você deverá clicar no botão "verificar pendências". A função desse item é analisar os campos preenchidos e, caso algum item obrigatório tenha ficado para trás, o próprio sistema da Receita vai avisar onde está o erro a ser corrigido.

9. Optar pelo modelo de tributação

O último passo da declaração do Imposto de Renda 2019 é selecionar o modelo de tributação. Atualmente, existem duas opções: o sistema de deduções legais, também conhecida como completa, ou o desconto simplificado.

Não é necessário se preocupar caso você não saiba qual escolher. O próprio sistema indica qual modelo é a opção mais vantajosa para você. Em outras palavras, o programa vai mostrar qual opção oferece um valor mais alto de restituição ou então um valor menor de imposto a ser pago.

10. Informar a conta para restituição do Imposto de Renda 2019

Quem tiver direito à restituição do Imposto de Renda, deverá informar os dados bancários da conta corrente para o depósito. Por outro lado, quem tiver que efetuar o pagamento do IR poderá optar pelo parcelamento do valor em até 8 parcelas.

11. Finalizar a declaração

Ao final do processo, basta clicar em “Entregar Declaração” e o informe será salvo automaticamente. Após isso, uma nova janela vai aparecer na tela e você deverá selecionar a declaração a ser entregue para a Receita.

Depois disso, é só pagar o DARF ou aguardar o pagamento da restituição após alguns meses. Enquanto isso, vale começar a se planejar sobre o que fazer com esse dinheiro e pesquisar quais os melhores investimentos para você.

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Quem precisa fazer a declaração do Imposto de Renda (IR)?

Está na dúvida quem deve declarar o Imposto de Renda em 2019? As regras da Receita Federal estabelecem que toda pessoa física, residente no Brasil, que no ano passado recebeu rendimentos tributáveis cujo valor foi maior do que R$28.559,70, ou tenha recebido rendimentos tributados na fonte que excedam R$40 mil, é obrigada a declarar o IR.

Veja outros critérios para definir quem deve declarar IR em 2019:

  • Obteve ganho de capital proveniente da venda de bens e direitos sujeito à incidência do imposto.
  • Operou na Bolsa de Valores, de mercadorias, de futuros e semelhantes.
  • Teve uma receita bruta superior a R$ 142.798,50 na atividade rural.
  • Detinha a posse ou propriedade de bens ou direitos no valor superior a R$300 mil.

Para ver outras regras, vale entrar no site da Receita.

Quando começa a declaração do Imposto de Renda 2019?

A Receita Federal estabeleceu que o prazo Imposto de Renda do ano de 2019 começou a valer na quinta-feira, dia 7 de fevereiro, logo após o carnaval. A partir dessa data, o contribuinte tem até o dia 30 de abril para entregar a sua declaração junto ao Fisco.

É importante lembrar que quem for obrigado a declarar e não cumprir a regra, ou entregar a DIRPF 2019 com atraso, será taxado com uma multa de, no mínimo, R$165,74. O valor máximo da multa é limitado a 20% do valor total do imposto devido.

Imposto de Renda: o que é e para que serve

O governo funciona de forma diferente de uma empresa privada. As empresas vendem o seu produto ou serviço e, dessa forma, obtém as receitas necessárias para as suas atividades. O governo, por outro lado, não tem nenhuma fonte de renda para fornecer educação, segurança, saúde e diversos outros aspectos importantes para os seus cidadãos.

Para isso, existem os impostos. O Imposto de Renda é uma fonte de receita importantíssima para o governo, e toda a sua arrecadação é destinada para gestão governamental realizar melhorias, desenvolver os serviços públicos e fazer a nação prosperar.

Grande parte das obras de infraestrutura, como estradas, pontes e escolas são financiadas com o dinheiro do IR. Além disso, o valor arrecadado com o Imposto de Renda também serve para pagar o salário dos funcionários públicos, incluindo deputados, governadores e até mesmo o presidente. Por isso, é considerado uma das principais fontes de receita para o governo.



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