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Entenda por que ter educação financeira é tão necessário

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Primeiro, aos números:

Mais de 56% das famílias brasileiras estão atualmente endividadas, segundo dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Pode-se imaginar que esse número alarmante seja reflexo da atual situação econômica do país. No entanto, entre 2010 e 2011, quando o Brasil vivia um dos seus melhores momentos econômicos, com uma taxa de desemprego por volta de 6%, o percentual de famílias inadimplentes foi em média 60,7%.

Entre os brasileiros que conseguem poupar, mais de 60% preferem deixar seu dinheiro na Caderneta de Poupança, acumulando um volume atual de investimentos na ordem de R$ 665 bilhões. São mais de 50 milhões de brasileiros.

Para se ter uma ideia de escala, o volume atual de investimentos no Tesouro Direto é de somente R$ 45,6 bilhões, com menos de 500 mil investidores ativos.

Sabemos, todos, da importância de evitarmos as dívidas. Sabemos também da péssima opção que é a Caderneta de Poupança como aplicação financeira.

O que então explicaria, pelo menos parcialmente, esses números?

No meu ponto de vista: falta de Educação Financeira

Mas, afinal, o que é Educação Financeira?

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A literatura é bastante generosa em apresentar diferentes definições para o termo Educação Financeira. De forma simplista, Educação Financeira pode ser percebida e definida como:

O processo de transmissão de conceitos financeiros

Nesse processo educativo, o sujeito incorpora um certo grau de conhecimento, que é definido como Letramento Financeiro. Assim, Educação Financeira pode ser enxergada como o processo, e Letramento Financeiro como o seu principal produto.

A partir da definição de Letramento Financeiro apresentada pelo professor David Remund, em seu artigo “Financial Literacy Explicated: The Case for a Clearer Definition in an Increasingly Complex Economy” (Letramento Financeiro Explicado: o caso para uma definição clara em uma economia cada vez mais complexa, em português), podemos derivar uma conceituação mais completa de Educação Financeira, capaz de destacar mais fielmente sua amplitude, complexidade e relevância.

Vamos a ela:

Educação Financeira refere-se ao processo de transmissão de conceitos financeiros, com o objetivo de melhorar o nível de Letramento Financeiro de um indivíduo, medido pelo grau em que esse indivíduo entende os principais conceitos financeiros e possui a habilidade e a confiança para administrar, de forma apropriada, suas finanças pessoais, por meio de decisões de curto prazo e planejamento financeiro de longo prazo, em meio aos eventos que ocorrem em sua vida e às mudanças de condições econômicas.

Essa caracterização nos possibilita fazer um conjunto de discussões sobre as diversas dimensões de Educação Financeira, como as que se seguem:

Em primeiro lugar, vê-se, obviamente, que Educação Financeira tem caráter eminentemente pedagógico, e como tal, deve se atentar a todos os requisitos inerentes aos processos educativos, buscando os melhores procedimentos e estratégias pedagógicas em vistas ao fortalecimento do processo ensino-aprendizagem.

Ainda, a definição destaca a importância de entendimento dos “principais conceitos financeiros”. Alguns desses conceitos básicos de finanças são absolutamente fundamentais para qualquer indivíduo que queira assumir o controle de suas finanças. Como:

Diferentemente dos processos educativos tradicionais, onde se busca basicamente incorporar conhecimentos e habilidades, além desses elementos, na Educação Financeira se requer que o indivíduo obtenha confiança para gerenciar suas finanças.

Sabemos que, sem essa confiança, um investidor sempre irá priorizar as oportunidades mais comuns, como a Caderneta de Poupança, por exemplo.

Ainda, a definição destaca que Educação Financeira engloba decisões de curto prazo. Assim, algumas atitudes são impactadas pelo conhecimento que se tem sobre finanças, por exemplo:

  • Comprar ou não um produto em promoção
  • Trocar o carro por um novo
  • Ir a um restaurante

Além disso, o planejamento financeiro de longo prazo também é influenciado por esse conhecimento financeiro.

Finalmente, a definição é muito feliz em destacar que as decisões financeiras devem considerar tanto os eventos que ocorrem na vida do indivíduo como as mudanças nas condições econômicas.

Logo, fica claro que não há decisão financeira genérica que possa ser aplicada a todo e qualquer indivíduo. Dessa forma, não há de se falar ou buscar o melhor investimento, mas aquele que é mais adequado para aquele indivíduo, considerando as condições econômicas vigentes.

Qual a importância da Educação Financeira pessoal?

Em última instância, o que se busca é a mudança no Comportamento Financeiro do indivíduo, ou seja, na forma como essa pessoa se comporta em relação às suas finanças.

O que a Educação Financeira se propõe, ao transmitir conceitos financeiros, é incorporar no indivíduo os conhecimentos, as habilidades e a confiança necessários para que ele tome as melhores decisões financeiras.

Dessa forma, esse indivíduo terá os elementos conceituais que o permitirão conhecer, entender e ponderar sobre:

  • A importância do controle orçamentário
  • Os impactos e a necessidade de se evitar o endividamento
  • Os efeitos positivos de construir uma reserva financeira, especialmente no longo prazo
  • Entre outros comportamentos financeiros positivos, sendo assim estimulado a incorporá-los em seu dia a dia.

O papel da internet na Educação Financeira

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Felizmente, a internet é farta de oportunidades formativas na área da Educação Financeira. São diversos espaços, como blogs e canais no Youtube, dedicados à Educação Financeira. A grande maioria deles, gratuitos, democratizando o acesso a esse importante conhecimento.

Apesar de ser absolutamente suspeito para fazê-lo, ouso indicar:

1. O Curso Básico de Formação de Investidores, oferecido pelo blog Meu Educador Financeiro. O curso conta com 16 aulas, no formato texto, distribuídas por e-mail, de forma gratuita, e aborda todo o conhecimento básico necessário para transformá-lo em um investidor.

2. Os diversos Cursos do Toro Radar, também totalmente gratuitos, especialmente o curso “Começar a investir em Ações”, com 18 aulas que, conforme indicação dos autores e confirmado por mim, que já fiz o curso, permitirá que você aprenda tudo o que você precisa para começar a investir no mercado e se prepare para atingir seus objetivos.

Bem, agora é com você!

Jerffeson Teixeira de Souza, Ph.D.
Fundador e Editor do Blog
Meu Educador Financeiro

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