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O que é Grau de investimento? Brasil rebaixado - Entenda

grau-de-investimento-standard-poors

Atualizado 25/02/2016

Atualmente a situação política e econômica do Brasil está cada vez mais complicada e evoluindo de uma maneira extremamente veloz. As frequentes manifestações e o elevado nível de reprovação da atual administração refletem a insatisfação com o governo a cada dia que passa.

É essa desconfiança que faz alguns segmentos importantes da sociedade acreditarem que estamos cada dia mais próximos do fim de uma longa fase de hegemonia de um grupo político que controla o governo. (Veja como se proteger e lucrar no caso de um possível impeachment)

Mas claramente o que nos fica evidenciado é que o modelo de crescimento que foi adotado ao longo dos últimos anos acabou não dando tão certo quanto o Governo gostaria. O que enxergamos agora é uma profunda crise macroecônomica, que é refletida nos números apresentados pelo país que apontam para a retomada do crescimento em 2017.

O que é o famoso “Grau de investimento” ?

As agências de notas de crédito, que são conhecidas também como agências de rating, basicamente observam se o país possui capacidade de cumprir o pagamento de suas dívidas ou que pelo menos demonstra disposição para de fato pagá-las. E para determinar o rating de cada país fazem a avaliação em todos os países do mundo e os dividem em dois grandes grupos:

  • Grau de investimento

Os países ou empresas com grau de investimento, são avaliados como tendo grandes chances de pagarem as suas dívidas sem grande risco de inadimplência. Quando uma agência avalia e acredita que esses países têm essa condição, eles são contemplados com o chamado grau de investimento, que não é nada mais do que um selo de reconhecimento que indica baixo risco de inadimplência.

  • Grau especulativo

Ao contrário do que acontece com os países que possuem grau de investimento, os países ou empresas que são classificadas como grau especulativo apresentam ou sinalizam uma probabilidade de inadimplência mais alta ou indicam que a inadimplência já ocorreu ao longo do tempo.

Os principais fatores que fazem com que um país possua grau especulativo, ou seja dificuldade para quitar seus compromissos e arcar com suas dívidas são:

  • Recessão econômica com queda acentuada de consumo
  • Aumento da inflação sem possibilidade de repasse proporcional aos preços e salários
  • Queda do índice de confiança na administração do país
  • Retração de investimentos
  • Vulnerabilidade do câmbio
  • Queda do nível de empregabilidade na economia
  • Intervenção governamental em determinados segmentos econômicos
  • Cenário político desfavorável para setores específicos

Como explicamos acima, os países são divididos em dois grupos: os que possuem grau especulativo e grau de investimento. Agora vamos determinar como e quais são as notas distribuídas por essas agências.

agencia-fitch-2015

Fitch Ratings e Standard & Poor’s

Para as agências Standard & Poor’s e para a Fitch Ratings o quadro de notas funciona da seguinte maneira:

  • Nas agências Fitch Ratings e Standard & Poor's, assim como na escola, a menor nota é D, é a relação de países com grande risco de não pagamento. Em ordem ascendente as notas C, CC, CCC.
  • A seguir são distribuídas as notas de especulação: B-, B, B+, BB-, BB e BB+. Essas duas divisões juntas são o grupo especulativo. A nota mais baixa do grupo de investimento é a nota BBB-, que junto com BBB, BBB+ são reconhecidas como países “médios” para investimento.
  • E enfim as maiores notas, os países mais confiáveis que tem as notas na sequência A-, A, A+, AA-, AA, AA+ e AAA.

Moody’s

Já na agência Moody's, funciona da seguinte forma:

  • A menor nota é a C, que também é considerada como maior risco de “calote”, acompanhada por Ca, Caa3, Caa2, Caa1.
  • Depois disso vem os países com grau de especulação em ordem ascendente: B3, B2, B1, Ba3, Ba2, Ba1.
  • E a maior divisão de qualidade e menor exposição ao risco que é: Baa3, Baa2, Baa1, A3, A2, A1, Aa3, Aa2, Aa1, Aaa, sendo as três primeiras opções “médias” na avaliação de investimento.

Tabela de classificação das agências

Veja abaixo como funciona a classificação das agências e em qual posição o Brasil se encontra em cada uma delas:

Moody's Standard & Poor´s Fitch Ratings Significado
Aaa AAA AAA

Grau de investimento com

qualidade alta e baixo risco

Aa1 AA+ AA+
Aa2 AA AA
Aa3 AA- AA-
A1 A+ A+
A2 A A
A3 A- A-
Baa1 BBB+ BBB+

Grau de investimento,

qualidade média

Baa2 BBB BBB
Baa3 BBB- BBB-
Ba1 BB+ BB+

Categoria de especulação,

baixa classificação

Ba2 BB BB
Ba3 BB- BB-
B1 B+ B+
B2 B B
B3 B- B-
Caa1 CCC+ CCC

Risco alto de inadimplência

e baixo interesse

Caa2 CCC CC
Caa3 CCC- C
Ca CC RD
C SD D
  D  

 

Brasil rebaixado

No dia 30 de abril de 2008 o nosso país foi reconhecido pela agência Standard & Poor’s como país com grau de investimento e promovido à categoria BBB-. Reconhecimento que é muito bem visto pelo mercado mundial, pois como citamos acima o grau de investimento é um “selo” de qualidade que garante aos investidores um menor risco de calotes.

E junto com a S&P, as outras agências de rating seguiram os seus passos com a promoção. A agência Moody's elevou a avaliação em setembro de 2009 e a Fitch anunciou o grau de investimento para o Brasil em 29 de maio de 2008.

Porém no dia 9 de setembro de 2015, avaliando a situação atual do Brasil e todos os fatores que vem nos assombrando ao longo dos últimos meses como o atual déficit orçamentário, o nível de desemprego elevado e crise política e econômica, a agência Standard & Poor’s decidiu retirar o selo que o Brasil havia recebido e rebaixou o rating do país para o nível "especulativo" (BB+).

A partir desse momento o mercado esperava uma mesma reação das outras agências de avaliação. Assim como no passado, a expectativa era que as agências Fitch e Moody’s também rebaixassem o nosso país, o que de fato veio a acontecer.

Em dezembro de 2015 vimos o Brasil rebaixado pela agência Fitch, passando de BBB- para BB+.

Já neste mês de fevereiro tivemos novamente o Brasil rebaixado por duas agências de classificação. O Brasil foi rebaixado pela agência Standard & Poors mais uma vez, de BB+ para BB. E a agência Moody’s, que até então não tinha rebaixado o Brasil, rebaixou dois níveis de uma só vez, de Baa3 para Ba2, passando assim a grau especulativo.

Perda do grau de investimento: qual a consequência?

brasil-rebaixado

O grau de investimento nada mais é que um selo de qualidade que passa aos investidores um nível de confiança no país. Esse selo mostra o reconhecimento dessas instituições. Se imaginarmos um emprego, é como se tivéssemos duas possibilidades:

  1. Trabalhar em uma empresa grande e com reconhecimento no mercado.
  2. Trabalhar na padaria do Márcio recebendo um salário maior, sem carteira assinada e sem a certeza de que ia receber o seu salário.

Esse selo ajuda os investidores a tomar a decisão final, decidir se realmente vale a pena correr o risco de perder o capital investido sendo que o país é visto como país inadimplente ou com dificuldade de pagar as suas contas.

E dentro disso que falamos, alguns fundos de pensão internacionais de países como os EUA ou países da Europa tem uma obrigação de só poder investir em países que estão classificados com grau de investimento por essas instituições.

Dessa forma, essa avaliação se torna extremamente importante porque faz com que o país seja mais bem visto no mundo e receba mais recursos de investidores estrangeiros.

Perdendo o grau de investimento, o que vai acontecer é que como falamos acima muitos fundos de investimento do exterior não vão investir mais aqui no Brasil, e os que já investem vão ser obrigados a tirar o dinheiro do país causando grande fuga de capital estrangeiro.

Rebaixado ou não, é possível ganhar dinheiro investindo no Brasil

Mesmo com tudo que apresentamos neste artigo, o Brasil continua um país extremamente atraente para realizar os seus investimentos.

Por um lado vemos o cenário econômico desgastado com taxa de juros e inflação em alta, e por outro a crise política. Mas ao contrário do que muitos pensam, esse é exatamente o momento em que encontramos as melhores oportunidades no mercado financeiro, por exemplo com excelentes oportunidades de aplicação em títulos do tesouro nacional hibrídos como a (NTN-B) onde o investidor recebe uma taxa de juros pré fixada + a inflação no período (permitindo com que você mantenha o seu poder de compra e ainda rentabilize o seu capital ) e os títulos pós fixados (LFT) que têm seus rendimentos atrelados a taxa básica de juros (Veja investimentos atrelados a taxa SELIC).

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E por outro encontramos uma bolsa de valores barata, com mais de 100 empresas custando menos do que seu valor patrimonial líquido. É isso mesmo! Atualmente estamos passando pela melhor oportunidade da década e ao contrário do que muitas pessoas dizem, para quem tem disciplina, estratégia e persistência esse é o momento de ganhar muito dinheiro aprendendo a investir na bolsa, até mesmo em operações mais curtas como o day-trade.

Um exemplo real de como é possível ganhar dinheiro investindo na bolsa de valores em momentos de incerteza é utilizando o Toro Radar. No dia após o Brasil ter sido rebaixado pelo Standard & Poor’s as principais ações da Bovespa caíram de forma extremamente acentuada, como Petrobras (PETR4) que caiu quase 5%.

Porém para quem tem estratégia o resultado é muito diferente, nesse mesmo pregão foram encerradas duas recomendações de curto prazo com resultados excepcionais:

  • a primeira em Bradesco (BBDC4): Uma venda com 3,95% de rentabilidade
  • a segunda uma compra de contrato futuro em dólar (WDOX) com retorno de 3,16% de retorno.

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