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Como investir na Bolsa de Valores no cenário atual: o Raio-X de Junho/16

investir-na-bolsa-em-cenarios-turbulentosO mês de Junho de 2016 foi marcado por importantes acontecimentos na esfera política e econômica do Brasil e do mundo. Diversos fatos fizeram investidores assumirem estratégias mais ousadas a fim de obter melhores retornos ao investir na bolsa. Esse material tem como o objetivo lhe passar um apanhado mercadológico desse mês para te auxiliar em suas futuras operações!

Descubra como investir na Bolsa!

Continue lendo para conseguir entender o que aconteceu (e está acontecendo) com a Bolsa de Valores e como tudo isso influencia em seus investimentos. No Raio X do mês de junho você encontrará:

  • Os mais importantes eventos políticos e econômicos do mês, como o polêmico Brexit;
  • O que aconteceu com as principais empresas, setores e ações da Bolsa de Valores;
  • E o que o investidor não pode deixar de saber atualmente!

Você pode estar se perguntando o porquê da necessidade de se informar no momento de investir em ações. Essa pergunta pode ser respondida por inúmeros motivos. Continue a ler e descubra você também!

Por que é importante se informar para investir na Bolsa?

Para investidores inteligentes é fundamental saber aproveitar das oportunidades que o mercado de ações oferece. Poucos são os que entendem que saber investir na bolsa não é apenas comprar um papel desvalorizado e vendê-lo no cenário seguinte.

➠ O risco não está apenas em fazer uma decisão que te faça perder dinheiro, mas também escolher uma que não te traga o máximo retorno!

Esse risco está em qualquer modalidade de investimento. Não é porque optou por uma renda fixa que não esteja exposto a ele! As informações que o mercado te dá a respeito da inflação, da Selic e de outras taxas são fundamentais para sua tomada de decisão.

Ignorar o cenário que está inserido, ou não saber aproveitar dele, não é só um erro comum entre muitos investidores como um pecado para seus investimentos!

➠ As informações e as recomendações técnicas permitem aos profissionais do mercado te auxiliar no momento de investir na bolsa de valores. Por esse motivo, você está no caminho certo para conseguir futuros resultados. Boa leitura!

Política, Economia e Mercado: Raio X de Junho/16

O cenário nacional continua se ajustando de acordo com todas mudanças acarretadas pelo processo de afastamento de Dilma Rousseff. O presidente em exercício, Michel Temer, tenta se adequar a realidade política do Brasil e adquirir governabilidade para possibilitar a implementação de suas estratégias.

Fora do Brasil, eventos ocasionaram oscilações em preços de diversas commodities alterando o dia-a-dia de grandes empresas e investidores. É essencial se manter a par de toda situação econômica para não só ser surpreendido por cenários adversos, mas também saber ganhar com eles e realmente dominar a arte de investir na bolsa de valores!

No Brasil

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O primeiro mês de governo do presidente em exercício passou por alguns eventos que acarretaram certa instabilidade política. O mercado acompanha com cautela os desdobramentos das propostas anunciadas pela equipe econômica do governo Temer, a fim de conseguir algum posicionamento em relação a recuperação do país, diante tantas mudanças e turbulências. O governo também foi marcado por alguns atritos com a população devido algumas mudanças e reajustes aplicados no governo do peemedebista.

Alguns resultados, como as expectativas sobre a inflação e uma meta fiscal prevendo aumento de despesas com déficit de R$ 170 bilhões, reforçam a imagem de um Brasil fragilizado para muitos investidores, além de escândalos políticos envolvendo grandes nomes da equipe Temer. Em um mês de governo, o presidente teve dois de seus ministros exonerados e a cúpula de seu partido acusada de estar envolvida com esquemas de corrupção, o que gerou um ambiente de desconfiança.

Entretanto, mesmo assim o mercado ainda tem expectativas com o governo. As fáceis aprovações de propostas no Congresso mostraram a investidores articulação política presente no governo, o que possibilita um cenário de implementação de reformas econômicas. Notícias como essa mostram que a resposta em relação ao governo ainda paira sobre expectativas, e não projetos sólidos.

O mercado, todavia, não é formado apenas pelo cenário econômico interno. O mês de junho foi influenciado por diversos eventos na esfera internacional, e eles impactaram fortemente a rotina de investimento de muitos.

Lá fora

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O maior deles foram os esperados discursos da presidente do Federal Reserve, o Banco central dos Estados Unidos. As expectativas sobre os anúncios de Janet Yellen eram principalmente a respeito da taxa de juros do país norte-americano. Uma série de indicações da presidente mostraram que um aumento dessas taxas nos próximos meses seria adequado para a economia.

Entretanto, um posicionamento concreto não foi dado pela presidente do banco central dos Estado Unidos. Em seus discursos passados, Yellen manteve as taxas de juros, mas não retirou a incerteza do dia-a-dia dos investidores. Possibilidades de mudança de cenário nos próximos anúncios da presidente podem vir a afetar o rumo do investimento de muitos.

Outra esfera do mercado que chamou a atenção de muitos nesse mês foram os rumos que uma das commodities mais importantes para a economia tomou. O preço do barril de petróleo, que bateu recordes anuais ao chegar na casa dos US$ 50,00, sofreu grande impacto de diversos fatores externos:

1) No início do mês, um relatório emitido pela maior associação comercial de óleo e gás natural dos Estado Unidos (American Petroleum Institute) mostrou que os estoques de petróleo do país tiveram uma significativa queda. O mercado já estava esperando uma redução desses valores, mas a confirmação foi determinante para o aumento do preço do barril.

2) Foi indicada pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) uma grande demanda asiática por petróleo em seu relatório mensal. A demanda projetada chinesa cresce aproximados 340 mil barris por dia, comparando com 2015 (um crescimento menor contrapondo ao do ano passado). A Índia é o outro país que ajuda a compor os valores.

O início da segunda quinzena de junho, entretanto, teve os preços da commodity operando em queda. Os motivos dessa reação foram as preocupações com excesso de oferta e o futuro do mercado após um caso que vem gerando muitas dúvidas, a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit.

Brexit: entenda a decisão do povo britânico

No dia 23/06, foi realizado um referendo para coletar a vontade popular a respeito da saída do Reino Unido do bloco europeu. O Brexit obteve vitória com 51,9% dos votos. Esse resultado disparou aversão ao risco nas principais bolsas mundiais.

O pregão logo após a vitória foi marcado por uma grande e forte onda vendedora sobre os principais ativos europeus, acarretando acentuadas quedas em várias das mais importantes bolsas do continente e do mundo.

De olho no mercado

Para você que acompanha de perto o mercado, percebeu que o mês de junho foi marcado por acontecimentos muito relevantes para seus investimentos. Nesta sessão, apresentaremos aquelas que não podem ser ignoradas por nenhum investidor:

1. Oi em recuperação judicial 

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A gigante das telecomunicações entrou, no dia 20/06, com o maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil. Com uma dívida de aproximados R$ 65,4 bilhões, a empresa adotou essa ação dizendo que era a mais adequada ao momento, com o objetivo de permanecer suas operações e atividades.

Não era surpresa, a situação da Oi impactou fortemente o preço de suas ações. O pedido de recuperação judicial acarretou numa queda de 18,18% das ações preferenciais (OIBR4) e de 8,73% das ordinárias (OIBR3) um dia após o anúncio da recuperação judicial. 

Com uma dívida próxima a R$ 65 bilhões, essa recuperação judicial impacta principalmente os bancos credores, estimasse que a dívida da OI com os Bancos seja na esfera de quase R$ 17 bilhões, distribuídos entre Banco do Brasil (BBSE3), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), Caixa e BNDES. Um dia após o anúncio da recuperação judicial, as ações dos bancos reagiram com forte queda.

O pedido de recuperação judicial, interrompe as negociações com os credores externos, detentores de 70% da dívida da companhia, não houve consenso sobre a renegociação do passivo da empresa.

A proposta para os credores previa um desconto de cerca de 70% do principal de suas dívidas, já na contraproposta, exigiram ficar com 95% das ações na troca de uma parte da dívida por ações. Os credores queriam também que fosse elevado parte da dívida, que recuperariam com a emissão de novos bônus, de R$ 4,4 bilhões para R$ 9 bilhões.


2. Petrobras segue sua principal commodity

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O preço do barril de petróleo foi uma boa plataforma para a valorização dos papéis da empresa. As ações da Petrobras (PETR4) mostraram valorizações no mês de junho muito por conta dos recordes do preço da commodity.

Outra notícia que elevou o ânimo dos investidores em relação a empresa foi o anúncio dado à Agência Nacional do Petróleo, no dia 09/06/16, que foram encontrados novos indícios de óleo na área de Libra, a maior do pré-sal.

3. Eletrobras sob os olhos da justiça

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Como foi visto no resumo do mês anterior a Eletrobras (ELET6) se encontra em uma situação delicada com a justiça americana. A empresa voltou, no final desse mês, a emitir pedidos para indeferir as acusações guiadas pelo Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

Os problemas do grupo não são apenas em âmbito internacional. A Eletrobras se encontra em dificuldade para sanar seus problemas referentes ao rombo em seu caixa. Com o objetivo de resolver essa situação, foi proposto e aprovado pelo Senado uma Medida Provisória (706/2015) que renovará a concessão das distribuidoras do grupo e transferirá uma quantia de R$ 3,5 bilhões dessas empresas para a conta de luz de todos os consumidores.

O governo vai flexibilizar normas para elevar a atratividade das distribuidoras de energia elétrica, que devem passar por uma nova rodada de privatizações. Os novos operadores terão um tempo maior para cumprir as obrigações do contrato de concessão, como investimentos e melhoria da qualidade do serviço.

A decisão que consta na Medida Provisória 735 prevê a retirada da gestão dos fundos do setor elétrico das mãos da Eletrobras. A partir de 1º de janeiro de 2017, todos serão administrados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade que reúne todas as empresas do setor e que viabiliza as operações de compra e venda de energia.

4. Setor da Educação no radar 

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As maiores empresas do setor educacional do país tiveram um mês repleto de negociações o que resultou aos investidores dúvidas sobre o futuro e oportunidades no presente. A saga foi iniciada no início do mês e envolve três gigantes do setor:

O setor de educação ganhou foco entre investidores após a Ser Educacional ter comunicado que havia apresentado ao conselho da Estácio uma proposta de fusão. Esta notícia foi dada dois dias após a administração da Kroton ter informado desejo em comprá-la.

Até o momento, a Estácio analisa as propostas dos dois grupos. É esperado que após a Ser Educacional tenha entrado na disputa, a Kroton venha melhorar sua oferta.

Os papéis das três empresas reagiram positivamente às negociações:

  • As ações da Estácio subiram 46,21%;
  • Da Kroton se elevaram 20,87%;
  • Ser Educacional aumentaram  8,58%.

Por mais que o cenário da Estácio tenha mostrado valorizações seguidas desde o início do mês 46,21%, as oportunidades não estavam apenas na compra no momento de baixa e a espera pela valorização.

No dia 16/06, foi recomendada pelos analistas da Toro Radar uma operação prevendo a queda momentânea do preço das ações da empresa. Em quatro minutos os preços variaram 2,52% resultando em um ganho significativo para os investidores que entraram no trade!

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Quer entender mais como funcionam operações de venda?

 

 4. Usiminas em curso de negociação 

Usiminas (USIM5colocará em curso termos da renegociação de sua dívida, os quais receberam, no dia 22/06, aprovação pelo conselho de administração da siderúrgica e também pela diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), envolvido em uma das partes do processo.

Os bancos envolvidos nessa etapa são Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco, além do próprio BNDES. Além deste, o conselho da siderúrgica também aprovou, dentro do processo de renegociação de operações financeiras, o termo dos debenturistas, para repactuação desses títulos.

Quer saber qual foi o impacto dessa mudança sobre o preço da USIM5?
Veja a cotação em tempo real!

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O que os investidores não podem deixar de saber no momento:

O mês de junho está sendo mercado por uma leve recuperação da queda de 10,09% do Ibovespa ocorrida no mês de maio. É válido destacar que a volatilidade se manteve em alta diante de todos os fatos mencionados anteriormente!

Essa grande e diária oscilação permitiu repetirmos os excelentes resultados nas operações de Day trade em mercado futuro e ações.

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