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Aprenda tudo sobre o mercado de ações

 

Conceitos Financeiros

Trade-off Risco/Retorno

O Trade-off risco/retorno poderia ser facilmente chamado de teste de insônia. Enquanto algumas pessoas pulam de pára-quedas sem medo algum no mundo financeiro, outras têm pavor de entrar nesse universo sem um equipamento de segurança certificado. Por isso, decidir o nível de risco aceitável para seus investimentos é muito importante.

No mundo das finanças, a definição tradicional de risco é a possibilidade do retorno de um capital ser diferente do esperado, medida em estatísticas pelo desvio padrão. Portanto, risco significa a possibilidade de perder parte ou a totalidade do seu investimento inicial.

Em geral, baixos níveis de incerteza (baixo risco) estão associados com baixos retornos e altos níveis de incerteza (alto risco) o estão com altos retornos. O trade-off risco/retorno é obtido pelo equilíbrio entre o desejo de menor risco com o de maior retorno. Isto está demonstrado no gráfico abaixo em que um maior desvio padrão significa maior risco e expectativa de retorno.

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Um equívoco comum é pensar que um maior risco é igual a um maior retorno. A relação risco/retorno nos diz que risco mais elevado nos dá a possibilidade de retorno mais alto, mas sem garantia absoluta. Assim, risco maior significa potencial de lucro/prejuízo mais elevados.

Na extremidade inferior da escala, a taxa de retorno livre de risco é dada pelos títulos do governo dos EUA, porque a chance de inadimplência dessa aplicação é quase nula. Se a taxa livre de risco é atualmente de 6%, ou seja, com praticamente nenhum risco, podemos ganhar com certeza 6% ao ano com nosso dinheiro.

A pergunta comum que surge é: quem quer ganhar 6%, quando os índices na média rendem 12% ao ano no longo prazo? A resposta para tal é que mesmo esses investimentos acarretam algum perigo, pois seu retorno não é sempre 12% a cada ano, mas sim -5% num, 25% em outro e assim por diante.

Um investidor ainda enfrenta substancialmente maiores riscos e volatilidades para obter um retorno superior aos títulos do governo. Portanto, ele deve ter um retorno adicional por prêmio de risco, neste caso de 6% (12% - 6%).

Determinar o risco mais apropriado para você não é uma tarefa fácil. A tolerância a perdas varia de pessoa para pessoa e depende dos objetivos, renda, situação financeira pessoal entre outros fatores.

Conceitos Financeiros: Diversificação

Muitos investidores não podem suportar as flutuações de curto prazo e Day-Trade do mercado de ações. Assim, diversificar a carteira se torna a melhor maneira de atenuar tais ciclos.

A diversificação é uma técnica de diluição de risco que junta uma grande variedade de aplicações dentro de uma carteira a fim de minimizar o peso que um papel particular terá sobre o desempenho geral dos investimentos. Acadêmicos têm fórmulas complexas para demonstrar a sua lógica, mas podemos explicá-las de maneira simples com o exemplo abaixo:

Suponha que você vive numa ilha onde toda economia é composta por apenas duas empresas: uma vendedora de guarda-chuvas e a outra de protetor solar. Se você investir todo o seu dinheiro na de guarda-chuvas, você terá um bom desempenho na estação chuvosa, mas um baixo na estação seca. O oposto ocorre com a de protetor solar, ou seja, uma alta performance na época ensolarada e baixa durante a época nublada. Assim, ao se aplicar essa estratégia, você provavelmente não teria retornos constantes.

Portanto, a solução é investir 50% numa empresa 50% na outra, porque ao diversificar seu portfólio, você teria um resultado mais equilibrado no final. Logo, as três principais boas práticas da diversificação são:

1) Divida seu portfólio entre vários tipos de investimento, como dinheiro, ações, títulos, fundos de investimento e até mesmos imóveis.

2) Tenha investimentos com diferentes níveis de riscos, ou seja, não se restringir a apenas ações blue chip, pois é mais inteligente escolher aplicações com níveis de risco variados já que isso contra-balança perdas de um ativo com ganhos de outro.

3) Aplique seus valores mobiliários entre diferentes setores econômicos, porque minimiza impactos de sazonalidades relacionados ao ambiente externo das empresas.

Portanto, a diversificação é o princípio mais importante para lhe ajudar a alcançar seus objetivos financeiros a longo prazo, pois reduz riscos não sistêmicos do mercado. Porém, sempre tenha em mente que ela não é uma garantia absoluta contra prejuízos, pois investir sempre envolve a tomada de risco.

Outra questão que frequentemente confunde os investidores é quantas ações se deve comprar a fim de alcançar a diversificação ideal. De acordo com os acadêmicos, possuir vinte papéis de diferentes empresas reduz a quase totalidade do risco, ou seja, compre ações de companhias de diferentes portes e não relacionadas economicamente.

Conceitos Financeiros: Preço Médio (PM)

Se você perguntar a qualquer investidor profissional o trabalho mais difícil da bolsa, provavelmente ele lhe dirá que é acertar as altas e as baixas do mercado. Market Timing, isto é, comprar/vender no preço mínimo/máximo absoluto é uma estratégia muito complicada, para não dizer impossível na prática. Por isso, muitos defendem a estratégia do Preço Médio.

Embora o conceito seja complexo, PM é uma técnica simples e útil, consistindo na compra, independentemente do preço, de um número fixo de ações ao longo de um intervalo de tempo.

Assim, mais papéis são comprados quando os preços estão baixos e menos quando os preços estão altos. Portanto, o custo médio por ação adquirida ao longo do tempo fica menor, pois se reduziu o risco de investir concentradamente um alto volume quando os preços estão em alta.

Por exemplo, suponha que você tenha recebido recentemente um bônus de produtividade e agora tenha R$ 10.000 para investir. Em vez de aplicar a quantia num fundo de investimento ou ações, com o PM você distribui seu investimento ao longo de vários meses. Investir R$ 2.000 por mês nos próximos cinco meses pondera o preço ao longo de cinco meses. Então, num mês, você pode comprar na alta e no outro na baixa, adquirindo nesse caso mais papéis nesse último período e assim sucessivamente.

Esta estratégia também é interessante para quem tem pouco capital mas pode investir pequenos volumes regularmente, como investir R$ 25-50 por mês num Fundo de Índice. Porém, tenha em mente que Preço Médio não impede perdas num mercado em queda, mas é uma fórmula bastante eficaz a longo prazo.

Conceitos Financeiros: Alocação de Ativos

Não é nenhum segredo que ao longo da história as ações ordinárias superaram a rentabilidade da maioria dos outros instrumentos financeiros. Se um investidor pretende ter um investimento com prazo a perder de vista, sua carteira deve ser composta principalmente por ações. Os investidores que não têm este tempo devem diversificar suas carteiras, indo além das ações.

Por essa razão, o conceito de “alocação de ativos” foi desenvolvido. Ela é uma técnica de contrabalançar o risco pela diversificação de ativos entre títulos, ações, imóveis e moedas. Cada classe de ativos tem diferentes níveis de retorno/risco e, por isso, cada uma se comporta de forma diferente ao longo do tempo, possibilitando situações em que um ativo aumenta de valor enquanto outro diminui.

O princípio subjacente de alocação de ativos é que quanto mais idosa a pessoa é, menos propensa ao risco ela é. Depois de se aposentar, geralmente você dependerá de suas economias como única fonte de renda, logo você deverá investir de forma mais conservadora, porque a preservação de patrimônio é crucial neste momento da vida.

Determinar o mix adequado do seu portfólio é extremamente importante. Saber o quanto aplicar em ações, Fundos de Investimentos e instrumentos financeiros de baixo risco (títulos públicos, tesouro direto) não é simples, especialmente para as pessoas com idade mais avançada.

Imagine o quão pequeno é o problema de poupar por 30 ou mais anos e ver uma queda do mercado de ações nos instantes antes de se aposentar! Para muitos, isso é o que aconteceu durante o mercado em queda de 2000 a 2001. Para determinar seu plano de alocação de ativos, sugerimos que fale com um planejador financeiro certificado capaz de personalizar um plano correto para você.

Conceitos Financeiros: Teoria do Passeio Aleatório

A Teoria do Passeio Aleatório ganhou popularidade em 1973, quando Burton Malkiel escreveu o clássico "A Random Walk Down Wall Street". O passeio aleatório é uma teoria do mercado de ações, que afirma que o movimento dos preços passados da bolsa de valores não pode ser usado para prever os preços futuros.

Originalmente desenvolvido por Maurice Kendall em 1953, a teoria postula que as flutuações de preços são independentes umas das outras e têm a mesma distribuição de probabilidade, apesar delas terem uma tendência ascendente no longo prazo.

Em suma, a teoria do passeio aleatório sustenta que as ações tem um caminho aleatório e imprevisível, logo a chance do preço de uma ação subir é a mesma de cair. Quem a segue pensa ser impossível superar a performance do mercado sem assumir um risco adicional.

Em seu livro, Malkiel defende que a análise técnica e fundamentalista são, em grande parte, um desperdício de tempo, pois não ajudaram a superar os índices médios do mercado ao longo da história.

Malkiel declara constantemente que uma estratégia buy-and-hold a longo prazo é melhor, logo as pessoas não devem tentar prever os movimentos dos mercados. A análise técnica, fundamentalista ou quaisquer outras são fúteis, pois Malkiel, usando estatísticas, provou que a maioria dos fundos de investimento não superou os rendimentos médios dos do S&P 500, NASDAQ, DOW entre outros.

Apesar de Malkiel ter muito seguidores, existem outros defendendo que a realidade atual é muito diferente da época do lançamento do livro, há 30 anos. Hoje todo mundo tem acesso fácil e rápido às notícias e às cotações das ações mais importantes, além do mais, investir deixou de ser um privilégio para poucos.

Cabe lembrar que a teoria do passeio aleatório nunca foi uma teoria muito aceita em Wall Street, provavelmente porque ela condena as técnicas de análise e fórmulas comumente usadas pelo mercado.

É difícil dizer o quanto de verdade existe com o passeio aleatório, pois há evidências contra e a favor para ambos os lados do debate. Portanto, sugerimos ler por conta própria o livro de Malkiel e tirar suas próprias conclusões.

Conceitos Financeiros: Hipótese do mercado eficiente

A hipótese do mercado eficiente (HME) foi parcialmente desenvolvida na década de 1960 por Eugene Fama. Ela afirma a impossibilidade de vencer o desempenho médio do mercado, uma vez que os preços já incorporam e refletem todas as informações publicamente relevantes da realidade.

É também altamente controversa e contestada, pois seus defensores acreditam na inutilidade de procurar ações sub-valorizadas ou de prever tendências de mercado pela análise fundamentalista/técnica.

A HME postula que, ao comprar/vender papéis, nós nos envolvemos num jogo de azar e não de competência, pois, caso os mercados sejam eficientes e atualizados, isso significaria que os preços sempre refletiriam todas as informações disponíveis, logo não haveria nenhuma maneira de comprar um papel a um preço vantajoso.

Esta teoria foi recebida com muita resistência, especialmente pelos analistas técnicos, uma vez que eles fazem recomendações aos investidores baseados em preços passados, lucros históricos, múltiplos entre outros indicadores.

Além disso, os preços das ações são, em grande parte, relacionados com as expectativas dos investidores, o que reforça o fato de muitos acreditarem na influência das séries históricas de preços sobre os preços futuros.

Conceitos Financeiros: O Portfólio Ideal

O conceito de portfólio ideal pertence a Teoria Moderna do Portfólio e pressupõe que os investidores tentam, a todo custo, minimizar o risco e maximizar o retorno, agindo e equilibrando racionalmente essas duas variáveis.

O portfólio ideal foi desenvolvido em 1952 por Harry Markowitz, com objetivo de mostrar que diferentes carteiras têm níveis de risco e retorno distintos. Portanto, cabe a cada investidor alocar sua carteira de acordo com a quantidade de risco desejado.

O gráfico abaixo ilustra o funcionamento da otimização de portfólio. Percebe-se, normalmente, que a carteira ideal está em algum lugar no meio da curva, porque quanto mais alto nela, mais risco a custo de um retorno adicional cada vez menor. Na outra ponta, as carteiras com risco e retorno baixos são desvantajosas, pois se pode obter um retorno semelhante ao investir em ativos com risco próximo de zero (os títulos públicos).

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Você pode escolher a quantidade desejada de volatilidade de seu portfólio optando em qualquer ponto da fronteira eficiente. Isto lhe dará o máximo de retorno para a quantidade de risco tolerável. Otimizar seu portfólio não é possível com cálculo mental, por isso existem programas de computador dedicado a determinar carteiras ótimas através de centenas/milhares de cálculos de estimativas entre diferentes retornos e riscos esperados.

Conceitos Financeiros: O Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (MPAF)

Este modelo foi desenvolvido originalmente em 1952 por Harry Markowitz e aperfeiçoado, mais de uma década depois, por William Sharpe e outros. O Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (MPAF) descreve a relação entre risco e retorno esperado, mas vai além ao precificar o risco de um ativo.

MPAF calcula se o retorno esperado de um ativo é igual à taxa de um título muito seguro somado ao prêmio de risco. A decisão de investir é simples: se o retorno esperado não superar o retorno desejado, o investimento não compensa.

A fórmula tradicional de cálculo do MPAF é:

Taxa de Retorno Esperada = Taxa de retorno livre de riscos + (Taxa de retorno teórico de todo o Mercado - Taxa de retorno livre de riscos) * Beta

Por exemplo, digamos que a taxa de retorno livre de risco é de 5% e o S&P 500 retornará 12% no próximo ano. Você está interessado em determinar a rentabilidade de Joe Oyster Bar Inc. (JOB) no próximo ano. Sabendo que o beta do JOB é 1,9 e 1 é do índice referência da bolsa de valores, significando que JOB é mais volátil e arriscado, logo devemos esperar mais de 12% de retorno financeiro. Podemos calcular se vale a pena investir da maneira seguinte:

Taxa de Retorno Esperada = 5% + (12% - 5%) * 1.9

Taxa de Retorno Esperada = 18,3%

O MPAF mostra que Joe Oyster Bar tem uma taxa de retorno requirida de 18,3%. Então, se você investir em JOB, você deve receber pelo menos 18,3% de retorno sobre o capital inicial. Se JOB não produzir isso, então se deve reconsiderar o investimento.

É importante lembrar que as ações com beta alto costumam dar retornos maiores. Porém, em prazos mais longos, ações com betas altos tiveram os piores desempenhos durante o mercado em queda (mercados de urso). Não custa frisar que, embora você possa receber altos retornos dessas ações, não há garantia que o retorno calculado aconteça.

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