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  • 6 capítulos

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Ao final de 2016, existiam grandes expectativas de que o próximo ano traria boas oportunidades no mercado financeiro e marcaria o início de uma retomada econômica para o país.

De fato, o ano de 2017 confirmou diversas posições colocadas por analistas do Toro Radar e ofereceu excelentes oportunidades de investimento.

Para 2018, as expectativas são diferentes. Ao contrário do período anterior, seu início não está ligado a uma forte recessão, mas sim a momentos de recuperação. Saber como investir nesse momento possibilitará resultados positivos neste período.

Entretanto, o ano à nossa frente também pode guardar surpresas. As eleições que acontecerão em outubro, por exemplo, provavelmente trarão volatilidade e cenários de incerteza.

Eleições 2018 | Os anos eleitorais são conhecidos por gerar alta volatilidade no mercado financeiro.

No entanto, quem souber aproveitar as oportunidades poderá conquistar resultados ainda maiores que os obtidos em 2017.

Mesmo que as incertezas políticas e econômicas continuem em pauta, as chances de aquecimento e estabilidade te colocarão perto dos melhores investimentos de 2018.

Seria errado afirmar que determinado ativo é o único caminho para aplicar seu dinheiro neste novo ano. As pessoas que estão neste mercado têm perfis diferentes e, portanto, exigem aplicações diferentes.

Por isso, não se preocupe. Neste material, abordaremos diversas formas de fazer seu capital render nesse período. Te mostraremos as melhores opções de investimento de diferentes categorias, sejam elas de renda fixa ou de variável.

Vamos lá?

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Capítulo 1

Investir na Renda Variável

Melhores investimentos em 2018
na Renda Variável

A Bolsa de Valores em 2017 confirmou o esperado: muitas pessoas fizeram investimentos com ótimos ganhos. Mesmo com a manutenção de cenários desafiadores na política e na economia, isso não foi o suficiente para afastar o mercado financeiro de resultados significativos.

Neste ano, o Ibovespa, isto é, o índice mais importante do nosso mercado de capitais, conquistou patamares históricos. As novas pontuações do Ibov encheram os investidores de otimismo e esperança.

Claramente, nem tudo foram flores. Momentos difíceis aconteceram e acabaram afastando quem tem pouca tolerância ao risco. Mas é preciso ver o cenário como um todo para entender o que mercado foi capaz de entregar:

Gráfico Ibovespa 2017 | O ano de 2017 acumulou altas impressionantes, mesmo com o movimento contrário após os topos.

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Panorama da Bolsa de Valores em 2017


Desde janeiro, a Bolsa de Valores conquistou altas, mesmo com a resistência do mercado em diversos momentos. Períodos de estabilidade política e a possibilidade de implantação de reformas estruturais impulsionaram avanços, enquanto escândalos e pouca governabilidade resultaram em reações contrárias.

O exemplo mais claro desse movimento ocorreu em maio de 2017. Na segunda quinzena do mês, áudios envolvendo o presidente Michel Temer foram divulgados após a delação premiada dos irmãos Batista - responsáveis pelo grupo J&S.

Nos áudios, o presidente deixava a entender que havia “zerado as pendências” com o ex-deputado federal Eduardo Cunha. Essa possibilidade assustou o mercado e fez a Bolsa recuar mais de dez pontos percentuais, acionando um mecanismo de defesa conhecido como Circuit Breaker.

Ibovespa - Maio de 2017 | Antes de maio, último circuit breaker foi acionado durante crise do subprime em 2008.

Mesmo em meses como esses, nossa equipe de análise foi capaz de identificar ótimas oportunidades de Day Trade. A alta volatilidade causada pelos escândalos políticos resultou em operações extremamente lucrativas para quem soube aproveitar o momento.

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No segundo semestre do ano, o cenário foi outro. Seguidas valorizações fizeram com que o Ibovespa conquistasse patamares nunca antes alcançados. Em outubro, os recordes batidos pelo índice causaram otimismo e euforia no mercado:

Gráfico Ibovespa - Segundo semestre | O segundo semestre ficou marcado por uma sequência de altas do índice.

Por mais que, no fim do ano, o índice tenha apresentado quedas, elas foram esperadas por analistas. É comum que após altas tão significativas, investidores realizem parte do lucro já conquistado.

Como previsto por nossos analistas, os setores que mais entregaram resultados aos investidores em 2017 foram o bancário, o de infraestrutura e o de varejo e consumo. Empresas que se encontram nessas áreas se beneficiaram fortemente com a retomada econômica.

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Expectativas para a Bolsa de Valores em 2018


De acordo com nossas expectativas, o mercado de Renda Variável será a opção mais atrativa de 2018. E isso se deve não só pelo cenário de baixa dos juros, que será explicado logo mais. Acreditamos que pessoas com diferentes perfis de investimento terão a chance de aproveitar oportunidades excelentes na Bolsa de Valores.

Desde o perfil mais conservador, com operações de capital protegido, até quem tem perfil extremamente arrojado, com rápidas operações de contratos futuros, a Bolsa poderá oferecer grandes oportunidades. No entanto, para identificar o melhor investimento para você, é preciso conhecer seu perfil.

Renda variável em 2018:
expectativas para o mercado

É bem usual se deparar com previsões exageradas e chamadas sensacionalistas envolvendo o Mercado de Ações. Um ambiente onde a especulação é comum acaba pegando iniciantes desprevenidos e os encantando com cenários irreais.

Por esse motivo, é importante frisar que as análises estruturadas e as estratégias robustas devem prevalecer nesse meio. Para identificar os melhores investimentos de 2018 é preciso vencer os ânimos e ter uma visão clara sobre o mercado.

Renda Variável | Os nossos analistas acompanham o mercado de perto para identificar as melhores oportunidades.

Essa é a diferença entre os investidores ansiosos, que abandonam a Bolsa após o primeiro prejuízo, e quem conquista bons resultados. Após entender esse ponto, chegou a hora de saber: o que a Bolsa de Valores guarda para 2018?

Após alcançar um novo topo, muitos acreditaram que a Bolsa não entraria no grupo dos melhores investimentos. Ouvimos várias perguntas sobre a possibilidade do Mercado de Ações já ter entregado o seu máximo e a nossa resposta é animadora para muita gente:

Acreditamos que o Mercado de Ações reserva os melhores investimentos para 2018.

Claramente, todas as nossas estimativas recaem sobre análises completas e embasadas. Para montarmos essa afirmativa, foi analisado, principalmente, o Ibovespa dolarizado, isto é, o nosso índice dividido pelo câmbio atual.

Esse indicador mostra que as altas de outubro não chegaram nem perto da máxima histórica do índice. Foi, sem dúvida, extremamente positivo para o mercado, mas se encontra longe de seu potencial máximo.

Histórico do Ibovespa Dolarizado | Olhando do ponto de vista do índice dolarizado, nossa Bolsa ainda está no meio do caminho.

O gráfico acima mostra a alta histórica do Ibovespa, que ocorreu antes da crise de 2008, e o nosso atual patamar, bem inferior aos números anteriores. Esses valores mostram que ainda temos um potencial de alta interessante, que deixa 2018 como um ano promissor para a nossa Bolsa.

Além disso, comparando o Brasil com outros países emergentes, o atual patamar do Ibovespa, em aproximadamente 75.000 pontos, ainda é uma região extremamente atrativa para compras. Como pode ver, esses números contribuem para o potencial dessa modalidade de investimento.

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Que a Bolsa tem potencial de ser promissora nesse período você já deve ter entendido. Mas em quais setores você terá as maiores chances de encontrar os melhores investimentos de 2018?

Agora, vamos passar rapidamente pelos setores que têm os maiores potenciais para o ano.

1. Setor Bancário: as expectativas continuam


O setor dos grandes bancos está sempre no nosso radar. Por ser um dos mais fortes da nossa economia e movimentar uma quantidade de capital impressionante, essas empresas normalmente fazem parte do grupo dos melhores investimentos.

Para 2018, não será diferente. O investimento no setor bancário para esse período será bem promissor.

A continuidade do aquecimento econômico esperado para 2018 contribui em primeira mão para os grandes bancos. Mais dinheiro circulando significa maior demanda por crédito, menor inadimplência, maiores lucros e, por consequência, valorização de seus ativos.

As seguintes empresas podem estar no grupo de melhores ações para investir em 2018:

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A expectativa é de que esse cenário se sustente mesmo com a baixa dos juros que estamos vivendo. Para os bancos, juros menores representam margens menores para gigantes do mercado financeiro - mas nada capaz de deixá-los menos atrativos.

2. Varejo e consumo: benefícios da baixa dos juros


O segundo setor que está no nosso radar se beneficia (e muito) com a baixa dos juros. As empresas ligadas ao varejo e ao consumo reagiram, e prometem responder ainda mais, aos consecutivos cortes da Selic, a taxa de juros básica da economia brasileira.

O Copom, isto é, o conselho responsável pela nossa política monetária, reduziu fortemente a taxa de juros no ano de 2017. Chegando ao patamar dos 7% ao ano, os economistas esperavam aquecimento econômico em resposta.

E é justamente neste ponto que as empresas do setor em questão se beneficiam. Juros menores representam maior acesso ao crédito, que significa, por sua vez, mais consumo e maiores lucros para varejistas. Alguns exemplos de potenciais melhores ações para investir em 2018:

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O próximo setor também é bem receptivo ao aquecimento econômico e, por isso, entrou no nosso radar para os melhores investimentos de 2018.

3. Infraestrutura e Energia: aquecimento como sinônimo de crescimento


A retomada econômica esperada para 2018 pode trazer consigo boas notícias para o setor de infraestrutura do país. Com um maior volume de capital circulando no Brasil e mais investimentos vindos do exterior, há incentivo para o aparecimento de obras de infraestrutura e outros empreendimentos.

Além disso, a baixa dos juros contribui para o aumento do nível de crédito, fator imprescindível para os setores em questão. Algumas das empresas que podem ter seus ativos no grupo de melhores ações para investir em 2018, por esse motivo são:

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Além disso, algumas empresas desses setores estão sob a chance de serem privatizadas em 2018. Essa mudança deve atrair ainda mais a atenção de investidores estrangeiros, fazendo com que as empresas envolvidas se beneficiem com a entrada de fluxo de capital.

Bônus: de olho na Petrobras


Não seria possível encerrar o capítulo sobre o Mercado de Ações e não tocar neste assunto. Sempre nos jornais e noticiários, os ativos da Petrobras (PETR4) não saem também do radar de investidores e analistas.

Acreditamos que 2018 pode ser um ano bem promissor para a petrolífera. Com a mudança em sua gestão, a empresa virou a página de um capítulo complicado de sua história e segue no caminho da recuperação.

Bônus Petrobras | Os horizontes para a Petrobras são animadores. Vale acompanhar a empresa de perto.

Já começamos a ver os efeitos da melhoria na gestão: a redução do endividamento com sua política de desinvestimentos, o controle de gastos e redução de custos operacionais e o alcance de melhores margens são apenas alguns exemplos.

Nos níveis atuais de preço, acreditamos que Petrobras tem um potencial de alta interessante para os próximos meses e poderá entrar no grupo dos melhores investimentos de 2018.

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Renda variável em 2018: Fundos de Investimento Imobiliários

Outra forma de aproveitar o mercado de renda variável em 2018 são os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) . Por mais que muitas pessoas ainda acreditem que a melhor forma de investir no mercado de imóveis é, de fato, comprando um imóvel, analistas apontam que a negociação desse tipo de título possui muito mais vantagens.

Devido à praticidade, rentabilidade e liquidez, a compra de FIIs nesse momento atrai cada vez mais investidores. Alguns pontos que reforçam esse movimento são:

  • A falada queda da taxa de juros, que incentiva a expansão desse mercado.

  • O aumento do Índice de Confiança do Consumidor, que aquece esse mercado.

  • O baixo preço do metro quadrado, que atrai novos investidores.

Esse tipo de investimento é interessante caso você deseje ter uma maior diversificação em sua carteira. Esses são alguns dos fundos que estão sob nosso radar:

  • MFII11

  • BBPO11

  • KNRI11

  • BRCR11

  • BCFF11

Recomendamos que fique de olho nessa modalidade de investimento. Afinal, a recuperação econômica no país costuma estar ligada ao crescimento do mercado imobiliário.

Fundos de Investimento

A trajetória de queda da Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, de 14,25% ao ano para 7%, levou muitos investidores a optarem por aplicações de maior risco para conseguirem retornos superiores à Renda Fixa tradicional.

Nesse sentido, os fundos multimercados podem ser uma opção que atende bem essa necessidade, já que permitem ao investidor com um apetite maior ao risco e com pouco capital inicial, investir em uma carteira diversificada em Renda Fixa, ações, moedas, commodities e operações estruturadas, geridas por um gestor qualificado.

A indústria de Fundos de Investimento está mais aberta e agora todos os perfis de investidores têm acesso a diversas possibilidades de investir em fundos. Dessa maneira, é possível que tanto quem está começando quanto quem já possui capital mais robusto tenham como opções de investimentos portfólios mais estruturados.

Descubra o que os analistas estão dizendo

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Capítulo 2

Investir na Renda Fixa

Melhor Investimento em 2018
na Renda Fixa

Como em qualquer ano, títulos de investimento em Renda Fixa continuam fazendo parte da carteira de milhares de investidores. Esse tipo de aplicação permanecerá como alternativa poderosa de desenvolvimento de capital em 2018.

Com relação a essa modalidade, já acertamos em cheio ao recomendar maiores exposições aos papéis prefixados quando a taxa de juros estava em 14%. Hoje ela está em 7% e ainda pode ter quedas no ano seguinte.

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que a poupança

Por dentro da Renda Fixa:
em que investir em 2018?

Nesta parte do material, passaremos brevemente por diferentes tipos de títulos dessa modalidade. Acreditamos que alguns deles estarão no grupo dos melhores investimentos de Renda Fixa para 2018.

Antes de entrar a fundo em cada um dos títulos, é importante lembrar que a grande maioria desses papéis estão atrelados a três indicadores: ao CDI, à Selic e à inflação.

Essas três métricas econômicas sofreram quedas em 2017. No caso da inflação, houve desaceleração. Com isso, parte da rentabilidade da maioria dos títulos de Renda Fixa foi reduzida.

Entenda esse movimento:

1. Taxa Selic: os 10 cortes consecutivos da taxa de juros básica da economia brasileira alterou significativamente o rendimento de diversos títulos.

ZSELIC, 1D

Em 2012, o Banco Central estabeleceu um gatilho que determinou que quando a taxa estivesse igual ou menor que 8,5% ao ano, a poupança deixaria de render 0,5% + Taxa Referencial e passaria a entregar 70% da Selic + TR.

Dessa forma, quando a Selic chegou a 8,25% em setembro de 2017 ocorreu essa mudança, reduzindo ainda mais o rendimento poupança. Em decorrência disso e de outros fatores, muitos poupadores optaram por retirar seu dinheiro da caderneta e aplicá-lo em títulos mais rentáveis.

2. Inflação: uma das diretrizes de atuação da equipe econômica de Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda, em 2017 foi o controle da inflação. Comparando ao ano anterior, fica evidente a diferença:

Inflação 2016 x 2017

3. CDI: a taxa utilizada nos Certificados de Depósito Interbancários serve de parâmetro para grande parte dos títulos de Renda Fixa existentes. Normalmente, essa taxa acompanha os movimentos da Selic. Dessa forma, em 2017, ela também foi consecutivamente reduzida:

ZCETIP, 1D

Por esse motivo, a rentabilidade geral de alguns títulos está menor do que em períodos anteriores. Entretanto, por mais que estejam entregando menos que no passado, eles continuam se mostrando como um caminho interessante de fazer seu capital trabalhar para você.

Com todo esse cenário em mente, vamos aos títulos de Renda Fixa que merecem a nossa atenção em 2018:

Tesouro Direto


Em 2017, o Tesouro Direto continuou a conquistar popularidade entre os brasileiros. Até setembro, o número de investidores cadastrados havia crescido 70% em 12 meses.

Analisando de perto essa tendência, é fácil notar uma mudança nos hábitos de investimento da população. Em 2018, espera-se que esse movimento se amplifique ainda mais.

Vale lembrar

Para aqueles que não possuem grande capital disponível para investir, os papéis emitidos pelo Tesouro Direto continuam sendo alternativas interessantes. O investimento mínimo exigido é significativamente baixo e, mesmo assim, eles apresentam rentabilidades relevantes.

O que chama atenção é que títulos do Tesouro Direto também podem ser utilizados como Margem de Garantia para outros investimentos. Assim, você conseguirá impulsionar ainda mais seus investimentos em 2018.

O programa dispõe de diferentes títulos, cada um mais adequado a determinado cenário e perfil de investimento. Entenda as principais características de alguns destes títulos:

Tesouro Prefixado


No ano de 2017, os Títulos Prefixados do Tesouro Direto conquistaram um lugar de destaque entre os investimentos de Renda Fixa. Esses títulos foram responsáveis por alto ganho de capital - especialmente por causa das reduções consecutivas da taxa Selic.

No momento em que o Copom decidiu reduzir a taxa de juros, a rentabilidade dos títulos atrelados a ela também caiu, aumentando o interesse pelos papéis prefixados. Quando a demanda por eles aumenta, seu preço de mercado segue o mesmo movimento, o que proporciona valorização para os títulos que já estavam circulando.

Em 2018, o cenário é diferente. Como os juros já estão baixos e provavelmente se manterão, a compra desses títulos deixa de ser interessante.

Tesouro Selic


O Tesouro Selic, como seu nome já diz, acompanha a rentabilidade da taxa de juros básica na economia. Esse título, em 2016, apresentou rentabilidade bem atrativa, enquanto a Selic mantinha-se na casa dos 14% ao ano.

Em 2017, com os cortes da taxa, esses títulos acabaram perdendo atratividade. Para 2018, se esse movimento perdurar, continuarão sendo alternativas secundárias de investimento.

Tesouro IPCA


Este título acompanha os movimentos do indicador conhecido como IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), isto é, ele segue a inflação da nossa economia. Para aqueles que buscam altas rentabilidades em 2018, ele não é a melhor opção.

Entretanto, por mais que essa taxa se encontre em momentos não muito elevados, o título permanece como uma opção para aqueles investidores que tem como objetivo proteger o capital do aumento de preços. Investindo nesses papéis, é garantido que seu dinheiro não perderá poder de compra com o passar do tempo.

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CDB - Certificado de Depósito Bancário


Em 2018, os Certificados de Depósito Bancário (CDB) continuarão como boas alternativas para a construção de carteiras de investimentos. Existem diversos papéis disponíveis no mercado, com diferentes rentabilidades, liquidez e preços.

Por mais que, na maioria das vezes, os CDBs estejam atrelados ao CDI e que essa taxa tenha reduzido em 2017 com os cortes da Selic, é possível que os retornos desse tipo de investimento continuem sendo considerados uma boa alternativa.

Acreditamos que vale a pena ficar de olho nos CDBs de instituições de menor porte, pois costumam oferecer condições melhores para atrair novos investidores. Esses bancos podem ofertar papéis com até 120% do CDI, por exemplo.

CDB | O CDB, veterano entre os melhores investimentos, reúne boa rentabilidade, segurança e praticidade.

Além da boa rentabilidade, o CDB atrai investidores por conta de sua segurança. Essa modalidade de investimento é completamente assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), órgão que garante investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição.

Dessa forma, a segurança, a rentabilidade e os prazos diversos que a modalidade oferece continuarão atraindo milhares de investidores em 2018.

Vale lembrar que, assim como o Tesouro Direto, o CDB também pode ser utilizado como Margem de Garantia. Dessa forma, o investidor poderá usar o capital alocado em um título para operar na Bolsa de Valores e no Mercado Futuro.

Seu capital, dessa forma, tem a possibilidade de render duplamente: em títulos de Renda Fixa e no Mercado de Ações.

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LCI e LCA - Letras de Crédito


As Letras de Crédito, sejam as do setor Imobiliário (LCI) ou as do Agronegócio (LCA), têm o potencial de continuar atraindo investidores em 2018. Esses investimentos conquistam muitas pessoas, ano após ano, por uma de suas características principais: a isenção de Imposto de Renda.

Esses títulos têm a chance de ganhar certa relevância em 2018. Caso a recuperação econômica se sustente, os setores que os papéis estão atrelados crescerão e demandarão maior capital para se financiar, o que faz com que bancos consigam melhorar as condições dos títulos.

É fundamental ter atenção antes de investir em títulos como esses apenas pela isenção de IR. É preciso fazer comparações com vários títulos, já que em alguns casos outras opções podem pagar mais, mesmo deixando uma parte com a Receita Federal.

Letras de Câmbio


Os papéis emitidos por financeiras, mesmo que sem nenhum destaque entre os melhores investimentos de 2018, continuarão como alternativa interessante para diversificação de capital. Estratégias fundamentadas exclusivamente nesse tipo de papel são raras, mas por outro lado eles podem ajudar a compor diversas carteiras.

Por apresentarem resultados interessantes e serem protegidas pelo FGC, as LCs podem ser uma opção para aqueles que querem diversificar seus investimentos em Renda Fixa.

Debêntures


As debêntures são uma alternativa interessante de Renda Fixa para o investidor e que podem gerar bons ganhos no ano de 2018, além de ser uma maneira de diversificação, uma vez que empresas de vários segmentos podem emitir esse título.

São consideradas títulos de médio e longo prazo e um de seus maiores atrativos é o fato de oferecerem isenção de Imposto de Renda e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), no caso das chamadas debêntures incentivadas.

Quando as empresas emissoras pretendem realizar projetos de infraestrutura, como estradas, portos e aeroportos, elas se enquadram como debêntures incentivadas e podem oferecer esse benefício fiscal.

Vale lembrar que as debêntures não possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como outros produtos da Renda Fixa.

Na hora de investir em debêntures, é importante ter atenção para o risco de
crédito do emissor.

Uma boa dica é verificar o rating que a agência classificadora de risco atribuiu à emissão de debêntures de determinada empresa.

As debêntures devem ganhar destaque em 2018 pois, com a potencial recuperação da economia, as empresas tendem a acompanhar esse crescimento e vão buscar captar recursos com a emissão de debêntures para financiar seus projetos.

Capítulo 3

Investir no exterior

O que vai acontecer lá fora?

Como você já deve saber, é fundamental estar atento ao cenário exterior para se posicionar de forma consciente aqui no Brasil. Afinal, o que acontece lá fora tem um grande impacto para nossos investimentos.

Em resumo, o mercado externo promete não atrapalhar o crescimento de países emergentes, como o Brasil. O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima as projeções de crescimento das principais potências mundiais, como EUA e China. Além disso, a zona do Euro também tem mostrado indicadores de melhorias da sua atividade econômica.

Se a economia dessas grandes nações se desenvolver, países como o Brasil se beneficiam pelo aumento de exportação e pelo crescimento do fluxo de capital estrangeiro.

ZSELIC, 1D | Os acordos de exportação e importação são fundamentais para a manutenção das contas de um país.

A China, por exemplo, é responsável por 30% das exportações brasileiras. O país oriental deve continuar demandando commodities, principalmente o minério de ferro, uma vez que seus setores de infraestrutura, construção civil e industriais estão a todo vapor.

Atenção: Esse cenário de crescimento da China beneficia fortemente a Vale (VALE3), já que grande parte da exportação da empresa é direcionada para o continente asiático

Porém, o equilíbrio entre a oferta e a demanda precisa ser saudável para que o preço se mantenha em patamares atrativos para a empresa. Por isso, não deixe de observar de perto essas ações em 2018.

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Em relação às outras grandes economias, as tensões políticas externas também devem continuar no radar dos mercados financeiros. Os líderes dos EUA e da Coreia do Norte seguem fazendo discursos acalorados de ambos os lados.

Apesar das sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU), o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, insiste na corrida armamentista com testes de foguetes de longa distância, o que causa instabilidade no clima entre as potências mundiais.

Qualquer ato impensado, de ambos os lados, pode provocar danos irreparáveis na ordem mundial, gerando efeitos de pânico para os mercados financeiros mundo afora.

Especificamente sobre os Estados Unidos, as dificuldades de governabilidade de Donald Trump não se resumem apenas às questões da política externa. A inexperiência em lidar com assuntos polêmicos de cunho social tem provocado protestos e sido alvo das principais críticas da mídia.

Existe uma forte pressão de oposição ao presidente norte-americano, questionando principalmente sua habilidade de governança. Por outro lado, a economia do país teve crescimento em 2017 e as previsões para 2018 mostram uma economia ainda mais forte e consolidada.

Como ganhar dinheiro investindo no exterior?

Em 2017, a Bolsa norte-americana bateu recordes e mostrou ao investidor sua tendência de alta para o longo prazo. O S&P 500, que é o principal índice do mercado de capitais dos EUA, tem marcado topos históricos e sinalizou que esse movimento deve perdurar.

Percebemos também o retorno da correlação do nosso mercado com os índices norte-americanos. Isso significa uma maior chance de aparecer boas oportunidades de operações nesse mercado, proporcionando uma diversificação maior para o investidor.

Atualmente, operar no mercado americano é extremamente simples. Através da sua corretora é possível participar dessa economia.

| Em 2017, o S&P 500 trouxe bons resultados a seus investidores. Mas qual será a tendência para 2018?

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Capítulo 4

Investir no Dólar

Dólar: o melhor investimento em 2018?

Muitas pessoas ainda perguntam sobre o investimento na moeda dos EUA. Em 2018, há chances de surgirem boas oportunidades envolvendo o dólar e outros índices norte-americanos.

O dólar, que já esteve acima dos R$4,00, hoje é negociado próximo a R$3,25. Ele deve continuar pressionado com a entrada de fluxo de capital estrangeiro. Esse viés de queda pode levar a moeda estrangeira a ser negociada abaixo de R$2,80 ainda no primeiro semestre de 2018, caso o Brasil mostre consistência no crescimento de suas atividades econômicas.

Um fato que devemos ficar atentos é a elevação da taxa de juros dos EUA. No curto prazo, esse movimento gera um fluxo de saída de capital estrangeiro do nosso país, ocasionando uma pressão compradora no dólar e, consequentemente, sua valorização.

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Capítulo 5

Investir em Bitcoin

Nos últimos meses, os investimentos em Bitcoin e outras criptomoedas ganharam grande destaque em todos as mídias devido à grande volatilidade dessa modalidade de aplicação.

Como consequência, o número de investidores em Bitcoins no Brasil ultrapassou o total de pessoas físicas cadastradas na Bolsa de Valores brasileira somados ao total de investidores ativos no Tesouro Direto.

Não é possível ignorar que os investimentos em criptomoedas apresentaram resultados consideráveis em 2017. Entre as principais valorizações do ano passado, estão:

  • Bitcoin, com crescimento de 1.300%

  • Ripple, com alta de 36.018%

  • Ethereum, que subiu 9.162%

Os lançamentos de moedas no mercado, também chamados pela sigla ICO (Initial Coin Offering), levantaram mais de US$3,7 bilhões, sendo que a maior parte dos projetos foram lançados nos últimos meses de 2017.

Apesar disso, os investimentos em moedas virtuais são considerados de alto risco, em vista da ausência de regulamentação e os movimentos especulativos por trás das fortes oscilações. Isso porque a grande volatilidade permite ganhos expressivos, mas também perdas significativas.

Além desses fatores, vale a pena considerar as recomendações dos órgãos oficiais brasileiros para o mercado de criptomoedas.

  • O Banco Central do Brasil declarou que a subida expressiva do Bitcoin pode indicar que o investimento se trata de uma bolha. Ou seja, a qualquer momento a moeda estaria fadada a cair de forma expressiva, quando os investidores começassem a atribuir um menor valor a esses investimentos.

  • O Conselho Monetário Nacional (CMN) também se pronunciou sobre o assunto e afirmou que as moedas não são classificadas como ativos financeiros e, portanto, investimento direto de fundos nesse tipo de ativo não é permitido.

Para os investidores que têm intenção de entrar nesse mercado, é muito importante entender essa modalidade de investimento e não ignorar os fatores de risco por trás das grandes valorizações.

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Capítulo 6

Atente-se em 2018

O que pode mudar os melhores investimentos de 2018?

Se você deseja adquirir, ou manter em sua carteira de investimento, alguns dos títulos ou ativos que foram citados neste material, é preciso entender alguns pontos sobre diferentes cenários que você poderá se deparar em 2018.

1. Política Brasileira

A política vai continuar influenciando o ritmo de negócios na Bolsa de Valores brasileira. A possibilidade de aprovação de reformas colocadas em pauta poderá controlar as contas públicas e, conforme forem evoluindo, poderão gerar otimismo no mercado financeiro.

Não podemos esquecer que 2018 será ano de eleições e muitas surpresas nos aguardam. Esse evento deve dar um toque de volatilidade para os pregões da Bolsa, ingrediente que gostamos, pois, na grande maioria das vezes, proporciona excelentes operações de curto e curtíssimo prazo.

2. Queda dos Juros

O cenário de queda de juros pode se manter. Esse movimento, como foi visto, tem grande peso no resultado das empresas listadas na Bolsa e muitas se beneficiarão com ela. O corte da Selic também impacta a redução do endividamento, que é um indicador muito olhado pelo mercado.

3. Crescimento econômico

O cenário que se desenha aos poucos deixa a impressão de que estamos colocando para trás a recessão vivida nos últimos anos. Os baixos juros, a inflação controlada, o crescimento das atividades econômicas e a retomada do crédito são alguns dos fatores que podemos usar de exemplo para justificar essa mudança possível de panorama.

Quem deseja investir em 2018 necessita permanecer com esses fatos em mente. Eles podem provocar mudanças nos cenários previstos e abrir janelas de oportunidades ainda melhores.

Fique à frente do melhor de 2018

Tenha as ferramentas certas ao seu alcance

Nesse momento, as estratégias que trarão altos rendimentos pelos próximos meses já devem estar sendo traçadas. Os melhores investimentos de 2018 já estão disponíveis: não perca as grandes oportunidades deste ano.

Os Melhores Investimentos de 2018 são:

  • Ações de grandes bancos

  • Ações do setor varejista e de consumo

  • Ações de empresas de infraestrutura

  • Fundos de Investimento Imobiliário

  • CDB de instituições menores

  • LCI e LCA

Não perca o melhor de 2018

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Rafael Panonko
Autor

Rafael Panonko

Rafael Panonko atua no mercado de ações há 9 anos e é membro da equipe do Toro Radar, onde atua como Analista. Estudou Gestão Financeira e se tornou Analista CNPI-T registrado na APIMEC. Possui muita experiência em mesa de operações, trade de dólar, índices, mercados agrícolas e derivativos, além disso foi Oficial do Exército Brasileiro durante 8 anos.